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🇬🇧 Cultural nomadism - a lifestyle

We can move from a place to another for various reasons. One of them is to know better other cultures, to become a global citizen. Other is ...

Thursday, 7 July 2022

🇧🇷 Uma reflexão sobre a palmada

Tenho vários seguidores com filhos pequenos e resolvi compartilhar uma reflexão sobre palmadas, um recurso que muitos pais utilizam no Brasil para “educar” seus filhos e é crime (mesmo no Brasil!). A reflexão serve de alerta para pais de qualquer parte do mundo para que encontrem um caminho mais inteligente para educar seus filhos. Serve também como aviso àqueles que acham natural dar palmadas nos filhos e pensem em mudar para outro país, onde podem ser punidos por sua agressividade e preguiça de questionar padrões familiares.

Eu sou formada em comunicação, não em psicologia, mas entender um pouco de psicologia faz parte do meu trabalho e do conteúdo que aprendi na universidade e sigo estudando depois da graduação. É fundamental ter uma boa noção de psicologia para desenvolver uma boa comunicação. E todo esse texto tem por base a comunicação, que é influenciada pela psicologia. É sobre o que um pai ou mãe comunica a um filho quando dá uma palmada e várias coisas relacionadas a isso, tanto do lado do emissor (o pai ou mãe) como do receptor da mensagem (o filho). E também sobre causas e consequências.

Vou usar o termo pai com frequência, mas toda a reflexão vale para mães, avós, responsáveis, babás, etc.

Pais que dão palmada nos filhos ou mesmo dão outras formas de castigo normalmente o fazem porque a criança não fez algo que os pais queriam ou como os pais queriam. Ao menos nunca ouvi falar de outras situações que envolvam palmadas e castigos. Vou falar só das palmadas daqui por diante, mas a lógica é a mesma pros castigos.

Vale observar que atualmente nem mesmo cães são treinados por adestradores atualizados com métodos de punição física. Os melhores adestradores trabalham com adestramento positivo. Que motivos te levam a tratar seus filhos pior do que cachorros?

Pense bem: o que um pai ensina para uma criança quando bate nela porque ela não fez o que ele queria?

Eu não consigo pensar em uma única coisa positiva que ele ensine desta forma. Talvez quem levou palmada e nunca trabalhou essa questão com suporte da psicologia olhe para si mesmo e se ache um ótimo exemplo de ser humano e por isso vai citar como resposta as qualidades que vê em si, porque não vê as consequências negativas daquele ato. E assim essa pessoa segue cega ao dano que vai causar.

O que eu percebo, como profissional de comunicação, é que o pai que dá palmada está ignorando quem a criança é, as necessidades e limitações dela, pra citar alguns pontos. Ele usa da agressão (a palmada) para comunicar a sua frustração por a criança não ser como os bonequinhos que ele brincava quando criança que faziam tudo que ele queria (ao menos na imaginação dele, porque bonecos também têm limitações como não falar e não mover os cotovelos). A criança não tem culpa nenhuma da incapacidade do pai de ver e aceitar quem ela é.

Chamo a palmada de agressão porque pode não deixar nenhuma marca física, mas deixa marcas emocionais. Uma delas é justamente a pessoa que levou palmada na infância querer comunicar sua frustração com quem vê o mundo diferente dela através da agressão, incluindo continuar o ciclo familiar de agressão dando palmada nos seus filhos. A tal “lei do mais forte”, como se alguém só pudesse ser respeitado se fosse fisicamente mais forte que os demais. Isso inclui atitudes como aqueles “mass shootings” que ocorrem com alguma frequência nos EUA, de jovens atirando e matando vários colegas e professores nas escolas. Antes de dar uma palmada num filho pense: É esse tipo de filho que você quer criar?

Palmada não gera respeito, gera medo e desconfiança. Respeito se conquista de outras formas. Pense em quantas pessoas são respeitadas por sua inteligência, por seu talento, por sua autenticidade e por outras qualidades que nada têm a ver com força física. Muitas delas, qualidades que qualquer pessoa pode desenvolver. A lei do mais forte pode ser necessária para animais selvagens lidarem com outros animais. Não para humanos lidarem com outros humanos. É necessário enfrentar de frente essas visões equivocadas que aprendemos por termos tido uma criação cheia de falhas para quebrar o ciclo de violência. Tirar os pais do pedestal e ver o dano que eles nos causaram porque são humanos e tinham menos recursos que nós temos hoje para entender a si mesmos. Ou muito preconceito quanto a isso.

Uma pessoa que aprendeu a comunicar sua frustração em forma de palmada/agressividade pode, com essa reflexão simples, perceber como pode ser verdadeiramente respeitada.

Pais são os adultos da relação e devem saber se expressar e tentar entender o que a criança comunica com cada atitude. É importante ter maturidade emocional para isso antes de ter filhos ou os pais, por sua inabilidade de comunicação, podem causar sérios traumas aos seus filhos.

Agora vamos analisar o outro lado da questão do que a palmada ensina aos filhos para refletir sobre como ter um resultado melhor que a palmada. Imagine um pai que buscou ajuda para lidar com a forma como foi criado, entender como isso afeta seu comportamento e evitar transmitir os próprios traumas aos filhos. E vamos focar no tipo de adulto que o pai quer que essa criança se torne.

Uma pessoa emocionalmente madura não quer um filho igual a si mesma. Ela tem a consciência de que cada ser humano é único e quer contribuir para o filho desenvolver suas qualidades naturais. Para isso ela vai ouvir de verdade o filho. Entender suas expectativas, suas limitações, seus desejos e frustrações e tentar ajudar esse filho a lidar com isso. Sem violência, seja ela física ou emocional, e sem atitudes abusivas.

O Brasil tem uma cultura de normalizar a violência justamente porque ela começa em casa e a família é colocada num pedestal como se fossem pessoas perfeitas. O avô dava palmada no pai que bate na esposa que bate no filho pequeno que quebra os brinquedos ou faz crueldades com o cachorro ou com colegas mais fracos e poucos param para refletir sobre o próprio comportamento e mudá-lo. Essa onda de homens marombados na mídia também é, em parte, consequência disso, dessa necessidade de autoafirmação através da força física que começa com uma “inocente” palmada. Aparentemente, a cultura dos Estados Unidos não é muito diferente da brasileira neste ponto.

Como mudar esse padrão de comportamento e ter uma comunicação mais eficaz e realmente acolhedora? Como desenvolver um comportamento que torne a palmada desnecessária?

Pra começar, olhar para si mesmo, diariamente, observar os próprios pensamentos e sentimentos e ouvir a si mesmo de uma forma que muitas pessoas não fomos ouvidas e acolhidas na infância e buscar referências diferentes para mudar comportamentos que causam mal a si e aos outros. Investir em autoconhecimento, de preferência com apoio de um bom psicólogo para entender os motivos de agir de determinada forma diante de determinada situação. Todos nós temos padrões de comportamento que surgiram de algum lugar. Se você nunca se questionou, é hora de começar. 

O pai que antes de bater no filho se questiona sobre o motivo real dele querer bater na criança e as consequências disso para o filho tem alguma chance de chegar a respostas que não perpetuem a violência e que acolham o filho como ele é, lapidando-o para tornar-se um ser humano mentalmente forte, independente, capaz de tomar decisões de forma madura e inteligente, respeitando as pessoas. É muito importante ouvir o filho, criar conexão emocional com ele, e respeitá-lo como indivíduo. Permitir-se aprender a ser pai com seu filho. Permitir-se conhecer seu filho, despindo-se das expectativas e vendo quem ele é. Isso atrai respeito real, algo que a palmada é incapaz de oferecer. Seus medos são problema seu e você tem obrigação de resolvê-los ou ao menos não transmiti-los aos seus filhos através de atitudes irracionais.

Uma criança é um cidadão e vários países civilizados respeitam os direitos delas. Você deveria respeitar também. Ou não ter filhos.

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Nycka, the Nomad




Wednesday, 6 July 2022

🇬🇧 How to find a good hairdresser

Today I will talk about the discoveries in our new home. More specifically, I’ll talk about how to find a good hairdresser when you move, or your hairdresser changes, or he retires, or when your style changes and your hairdresser doesn't understand what you want or isn't competent to do. It is the first text on how to start creating consumer references in a place you do not know or that you have only visited as a tourist. But it works for many other situations, such as the ones I exemplified above. As in the previous text, on friendships, I will share some personal experiences that can help you find your way.

Since before I left my city, I wanted to wear short hair. I tried it once at my grandmother's hairdresser and maybe because he was her hairdresser, maybe because he was incompetent, the result was ridiculous. Chin-length hair (very long compared to what I wanted), straight at the base and five times thicker than when it was longer. My long hair was no more than 20cm below my shoulder. Very short, close to the hair length of many celebrities and most Brazilian teens today. The result of this experiment was a hair in the shape of a trapezoid which I thought was ridiculous and I only tried to cut it short again after I moved from that place.

The first time I decided to cut it short after this, I went to a hairdresser near my home in Uberlândia and one day asked to have it cut just like the magazine cover photo I took him to see (I don't recommend you to do the same. The possibilities of frustration are immense. On another occasion I explain my reasons). It was a long cut. The result was exactly like the picture. I have enjoyed the cut for a couple of months and thought that hairdresser would be able to make my dream of wearing short hair come true. I went back there determined to go out with short hair. The result was longer than I currently use, but he really cut it short. I liked it and never had long hair again. After several cuts, the hairdresser, who was a partner in the beauty salon, broke the partnership and moved to Uberaba. I did not know the skills of his former partner, I preferred not to take risks and I went to the salon he was working at in Uberaba (I don't remember if this other salon belonged to him, but it doesn't matter). Uberaba is about an hour from Uberlândia if you go by car. It is closer than going to another (not close) neighbourhood in some big cities like Sao Paulo. He charged a little more than he charged in Uberlândia and the cut wasn't that good. I was frustrated and without a hairdresser.

After a few months of this trip to Uberaba, I moved to Porto Alegre. During the first months in the city I met a guy who invited me to join Orkut, a social network that was new at the time (2004) and only those who had an invitation entered. On Orkut I found a community of women with short hair, I went in and asked for references to good hairdressers in Porto Alegre for short cuts. My hair was still short, but too long for my taste (almost medium). I got about 3 responses from the salons where the gauchas cut their hair short, picked the one closest to home and went. I had it cut by a hairdresser who had a little longer hair than mine and wore mullet. And for some time he has left the back of my hair a bit long, covering the nape of my neck, which is the very part I want to expose the most. But when I explained that I wanted to uncover the back of the head, it all worked out. I cut with this hairdresser until the transfer from Porto Alegre.

In Curitiba I went to take someone who was also new to the city to a hairdresser and I was lucky that she was assisted by someone who loves to cut short hair. And I decided to cut my hair with him. But we kept getting shorter and shorter cuts and it seems the shorter I cut the faster my hair grows, so I started cutting the back at home. Since it required a lot of scissors work and was certainly poorly finished, I bought a machine. And after the machine I don't often go to the hairdresser. Since I have been working with fashion and style all my life, it is easy for me to learn related things and I have done many things to cut and dye my hair myself.

Yes, there are several ways to find a good hairdresser. With the exception of my grandmother's hairdresser, all the hairdressers I had for short cuts were good. The first never cut as short as I always wanted, but they were always cuts that I liked, before the Uberaba experience. The second understood well what I wanted. I was bothered by the back of my head, but at first I said nothing. When I explained to him that I prefer the back uncovered, he understood and the cuts were always perfect. It's worth mentioning that I came there with a longer nape and short hair, and I haven't seen a cut in months. The most recent encouraged me to learn how to cut, because when he saw what I was doing to keep the nape of my neck uncovered at home he thought the result was good, despite the ugly finish in the back. I took a client from my style consultancy job there after I bought the machine, and even for the long cuts he is very good.

There is no ready-made recipe, but knowing what you want and communicating it clearly is very important. And that has to do with the reasons why I don't recommend cutting like magazines or celebrities. Follow my social media profiles to get notifications of new texts, including what I will explain this.

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Nycka, the Nomad

🇧🇷 Como descobrir um bom cabeleireiro

Hoje vou falar de descobertas em nosso novo lar. Mais especificamente de como achar um bom cabeleireiro quando você se muda, ou o seu cabeleireiro muda, ou ele se aposenta, ou quando seu estilo muda e seu cabeleireiro não entende o que você quer ou não tem competência para fazer. É o primeiro texto sobre como começar a criar referências de consumo num lugar que você não conhece ou que só visitou como turista. Mas serve para várias outras situações, como as que exemplifiquei acima. Como no texto anterior, sobre as amizades, vou relatar algumas experiências pessoais que podem ser úteis para você encontrar seu caminho.

Desde antes de sair da minha cidade natal eu tinha muita vontade de usar cabelos curtos. Tentei uma vez no cabeleireiro da minha avó e talvez por ser o cabeleireiro dela, talvez por ser um incompetente, o resultado foi ridículo. Um cabelo na altura do queixo (muito comprido perto do que eu queria), de base reta e cinco vezes mais volumoso que quando ele estava mais longo. Meu cabelo longo não passava de 20cm abaixo do ombro. Curtíssimo perto do comprimento de cabelos de muitas celebridades, e de boa parte das adolescentes brasileiras de hoje. O resultado dessa experiência foi um cabelo num formato de trapézio que eu achei ridículo e só fui tentar cortar curto de novo depois que mudei daquele lugar.

A primeira vez que decidi cortar curto depois disso eu frequentava um cabeleireiro perto de casa em Uberlândia e um dia pedi pra cortar igual à foto da capa de uma revista que levei pra ele ver (eu não recomendo fazer isso. As chances de frustração são imensas. Em outra ocasião explico minhas razões). Era um corte longo. Ficou igual. Curti o corte por uns dois meses e achei que ele seria capaz de realizar meu sonho de usar cabelos curtos. Voltei lá decidida a cortar curto. Ficou maior do que uso atualmente, mas ele cortou curto de verdade. Eu gostei e nunca mais tive cabelos longos novamente. Depois de vários cortes, o cabeleireiro, que era sócio do salão de beleza, desfez a sociedade e mudou para Uberaba. Eu não conhecia as habilidades da ex-sócia dele, preferi não arriscar e fui ao salão que ele estava trabalhando em Uberaba (não lembro se era dele este outro salão, mas isso não importa). Uberaba fica a cerca de uma hora de Uberlândia se você vai de carro. É mais perto do que ir a um outro bairro (não vizinho) em algumas cidades grandes como São Paulo. Ele cobrou um bocado mais caro do que cobrava em Uberlândia e o corte não ficou tão bom. Fiquei frustrada e sem cabeleireiro.

Depois de uns meses dessa viagem a Uberaba, mudei para Porto Alegre. Ainda nos primeiros meses na cidade conheci um rapaz que me convidou para entrar no Orkut, uma rede social que era novidade na época (2004) e só entrava quem tinha convite. No Orkut achei uma comunidade de mulheres de cabelos curtos, entrei e pedi referências de cabeleireiros bons em Porto Alegre para cortes curtos. Meus cabelos ainda estavam curtos, mas longos demais pro meu gosto (quase médios). Tive umas 3 respostas de salões onde as gaúchas cortavam seus cabelos curtos, escolhi o mais perto de casa e fui. Cortei com um cabeleireiro que tinha os cabelos um pouco mais longos que os meus e usava mullets. E por algum tempo ele deixou a parte de trás dos meus cabelos um pouco longa, cobrindo a nuca, que é justamente a parte que mais quero deixar exposta. Mas quando expliquei que eu queria a nuca descoberta, deu tudo certo. Cortei com este cabeleireiro até me mudar de Porto Alegre.

Em Curitiba, fui acompanhar uma pessoa que também era nova na cidade a um cabeleireiro e tive a sorte de ela ser atendida por um que ama cortar cabelos curtos. E resolvi cortar com ele. Mas fomos fazendo cortes cada vez mais curtos e parece que quanto mais curto eu corto mais rápido meus cabelos crescem, então eu comecei a aparar a nuca em casa. Como com tesoura dava muito trabalho e certamente ficava mal acabado, comprei uma máquina. E depois da máquina não vou com tanta frequência ao cabeleireiro. Como trabalhei com moda e estilo a vida toda, é fácil pra mim aprender coisas relacionadas, e já fiz muitas coisas referentes a corte e cor nos meus cabelos sozinha.

É, existem várias formas de achar um bom cabeleireiro. Com exceção do cabeleireiro da minha avó, todos os cabeleireiros que tive para cortes curtos eram bons. O primeiro não cortava nunca super curto como eu sempre quis, mas eram sempre cortes que me agradavam, antes da experiência de Uberaba. O outro entendia bem o que eu queria. Eu me incomodava com a nuca, mas no começo não falei nada. Quando expliquei que prefiro nuca descoberta ele entendeu e os cortes eram sempre perfeitos. Vale lembrar que cheguei lá com a nuca mais longa e um cabelo que era curto, e não via corte há meses. O mais recente me encorajou a aprender a cortar, porque, quando viu o que fiz para acertar a nuca em casa ele achou o resultado bom, apesar da finalização tosca atrás. Já levei cliente do meu trabalho de personal stylist lá depois que comprei a máquina, e mesmo para cortes longos ele é muito bom.

Não existe receita pronta, mas saber o que quer e comunicar isso claramente é muito importante. E isso tem a ver com as razões de eu não recomendar corte de revista. Siga meus perfis nas redes sociais para receber notificações de novos textos, incluindo o que vou explicar isso.

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Nycka, the Nomad


Monday, 4 July 2022

🇬🇧 About making friends when you move to a place where you don't know anyone

I'm going to talk about a topic that relates to well-being and it can be a barrier to anyone thinking of relocating. How to make friends in a city where you don't know anyone. I will not give advice, I will share some of my experience, which can be a basis for building your "strategy" of meeting people.

It can be scary to think about leaving friends, family, references in your life to go and live in a place where you don't know anyone, whether to study, work, have your company in a more favourable environment for that type of business, live with your foreign husband or wife, etc. It sounds scary, but it's the best thing in the world to conquer your fears and insecurities. Currently, people who knew me before I took this step for the first time in 1998 only have contact with me via the internet, but some friends from high school, even far away, have noticed my change.

As a teenager I was more than shy, I didn't even answer the roll-call at school. I made friends only because my colleagues, for reasons I don't know (curiosity about my "particular" behaviour perhaps), approached me.

In college I decided to start answering calls and presenting papers, but I haven't started conversations with colleagues yet.

When I started using the Internet in 1999, already speaking some English, I started talking to people from all over the world. And from that moment on I started to have more initiative to talk to people, even though in the "real world" it is normal for unknown people to come and talk to me to this day.

One thing that has always worked for me is to seek common interests and talk about them, and then create spaces for other topics. I've loved music since childhood, so, especially on the internet, it's common for me to ask about other people's musical preferences. Some artists I discovered in these conversations are part of my Spotify playlists. If you want to follow me there and then share with me some artists you think I might like, given my tastes there, feel free.

Often, when we meet a person outside the Internet, the environment in which we know each other already gives points of interest. Examples of this are when we meet people at cult movie screenings, in the gym or on a class. In the case of the environment, it may be worth risking questions on related topics, such as asking a new colleague at the gym if she knows a veggie restaurant you love, and even inviting her for a snack. Some people venture into a chat about whey protein and fitness muses themes. I find it very boring, so I'd rather talk about a vegetarian restaurant, a place that serves a wonderful açaí or a boxing movie. I like the gym because it is one more option for moving the body. Not as a way to change it.

Perhaps the experience that most made me fear rejection when talking to strangers was the first time I had to do a group work on the MBA in Porto Alegre. I didn't know anyone in town, so far no one in class had talked to me (unlike my other student experiences). I had to find a group. I saw 3 colleagues with a very typical business administration look, in shirt and tie, and since I had also studied administration, I asked if I could work with them. We never became friends to go out together, as I never had that kind of friendship with anyone in the class despite going to a barbecue with them once, but ok, the goal was to have someone to do group work with and I managed to do that.

I use the internet a lot to meet people and learn about cultures and also talk to some professional musicians that I admire. Not bad for the 16-year-old who did not respond to the roll-call at school. So I think you can too, if you decide to allow yourself to have this experience.

For a personalised guide about transfer, take a look at my service "The Nomad Advisor".

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Nycka, the Nomad

🇧🇷 Sobre fazer amizades quando você se muda para um lugar onde não conhece ninguém

Vou falar de um tema que afeta o bem-estar e pode ser uma barreira para quem pensa em se mudar. Como fazer amizades numa cidade onde você não conhece ninguém. Não vou dar dicas, vou compartilhar um pouco da minha experiência, que pode ser uma base para você construir sua “estratégia” de conhecer pessoas.

Pode ser assustador pensar em deixar amigos, família, suas referências de uma vida inteira para ir morar num lugar onde você não conhece ninguém, seja para estudar, trabalhar, ter sua empresa num ambiente mais favorável àquele tipo de negócio, morar com seu marido ou esposa estrangeiro, etc. Parece assustador, mas é a melhor coisa do mundo para vencer seus medos e inseguranças. Atualmente as pessoas que me conheceram antes de eu dar este passo pela primeira vez, em 1998, só têm contato comigo pela internet, mas algumas amigas do tempo de colégio, mesmo distantes, perceberam a minha mudança.

Na adolescência eu era mais que tímida, eu nem respondia chamada na escola. Eu só fazia amizades porque meus colegas, por motivos que desconheço (curiosidade pelo meu comportamento “peculiar” talvez), se aproximavam de mim.

Na universidade eu decidi começar a responder chamada e apresentar trabalhos, mas ainda não costumava iniciar conversas com colegas.

Quando comecei a usar a internet em 1999, já falando um pouco de inglês, comecei a conversar com pessoas de todo o mundo. E a partir daí comecei a ter mais iniciativa de falar com as pessoas, embora no “mundo real” seja comum pessoas desconhecidas virem conversar comigo até hoje.

Uma coisa que sempre funcionou para mim é buscar interesses em comum e falar disso, e a partir daí criar espaços para outros temas. Eu amo música desde a infância, então, principalmente na internet, é comum eu perguntar sobre as preferências musicais dos outros. Alguns artistas que descobri nessas conversas fazem parte das minhas playlists no Spotify. Se quiser me seguir lá e depois compartilhar comigo alguns artistas que você acha que posso gostar, considerando meus gostos expostos lá, fique à vontade.

Muitas vezes, ao conhecer uma pessoa fora da internet, o ambiente que nos conhecemos já dá pistas de interesses. Exemplos disso são quando conhecemos pessoas em exibições de filmes cult, na academia de ginástica ou num curso. No caso do ambiente, talvez valha arriscar questões de temas relacionados, como perguntar a uma nova colega na academia de ginástica se ela conhece uma lanchonete vegetariana que você adora, e até convidá-la para um lanche lá. Algumas pessoas arriscariam um papo sobre whey protein e coisas de musas fitness. Eu acho isso muito chato, por isso preferiria falar de um restaurante vegetariano, um lugar que serve um açaí maravilhoso, ou um filme sobre boxe. Eu gosto de academia de ginástica por ser uma opção a mais para movimentar o corpo. Não como caminho para modificá-lo.

Talvez a experiência que mais me fez ter um medinho de rejeição ao falar com desconhecidos tenha sido a primeira vez que tive de fazer trabalho em grupo no MBA em Porto Alegre. Eu não conhecia ninguém na cidade, até ali ninguém na turma tinha falado comigo (diferente de minhas outras experiências como estudante). Tive de achar um grupo. Vi 3 colegas com um visual muito típico de profissional de administração de empresas, de camisa e gravata, e como eu também tinha estudado administração perguntei se poderia fazer o trabalho com eles. Nunca nos tornamos amigos de sair juntos, como nunca tive amizade desse tipo com ninguém da turma apesar de ter ido uma vez a um churrasco da turma, mas ok, o objetivo era ter com quem fazer os trabalhos em grupo e isso eu consegui.

Eu uso muito a internet para conhecer pessoas e culturas e converso até com alguns músicos profissionais que eu admiro. Nada mal para quem aos 16 anos não respondia chamada na escola. Por isso acho que você também consegue, se decidir se permitir viver essa experiência.

Para orientações personalizadas sobre mudanças de cidade ou país, conheça meu serviço “The Nomad Advisor”.

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Thursday, 30 June 2022

🇬🇧 How to choose where to live

What should we consider when choosing where to live?

Surely the opinions of others are among the least relevant things on this list. What I am going to share here are tips for you, who know you better than I, to discover the places you would like to live.

For most people, anywhere can be great, precisely because they don't know themselves well enough to have parameters, and are used to going out of their way to please others. I have strong opinions and know myself quite well, and I certainly have many readers with a similar profile, or at least trying to get to know themselves and build the maturity needed to make decisions.

An example: I really like having access to certain cultural activities, especially concerts by bands I like (like European power metal bands). Also important are museums, plays, operas and films other than the junk of today's American cinema. In Brazil this is only possible in some capitals, so my choice should be between living in these capitals or in a relatively nearby city, with a significantly lower cost of living to compensate for the trips. So far I have opted for the capitals. Perhaps this will change in the future. What doesn't change is my need to consume art and culture beyond what's possible on the Internet.

If, for you, safety is an important point, a small town will almost always be the best choice for you, both in Brazil and abroad. Although tourist cities anywhere in the world have many job and business opportunities, they generally have a higher crime rate than less well-known cities.

Do you want to live in a place with great restaurants? Follow Nycka the Nomad's social media profiles. I am preparing content about it.

Do you make the fashionista line who loves to dress very extravagantly for small towns? There are two solutions: ignore mediocre people or live in cities where the culture is not to interfere in the lives of others. In other words ... Brazil is not for you (nor for me, but I learned not to give a fuck a long time ago because I have worked in fashion all my life, there is no one in Brazil who has the authority to judge the my style).

Do you like places with lots of greenery, to get in touch with nature? Search for cities with this feature. I know some of them in Europe. In Brazil, Curitiba is a good option, as it has many parks throughout the city.

The key is to know yourself, to know what you like, what you don't like, what you expect from your next home, etc. Sure, there are things that change throughout life. At one time you might find it nice to live in a city with few restaurant options, and at another time, after trying different cuisines while traveling, you decide you need to live in a place with more gastronomic variety. Or, as a student, you rented a room and later would like a house with a courtyard. Some things change in the course of life and knowing ourselves also means understanding these new needs, accepting that what is good today may be little at some point, and that what was good in the past may be insufficient today.

This also applies to the choice of neighbourhoods in which to live. I am aware that I prefer to live in neighbourhoods that have services, especially good supermarkets, pet shops and a veterinarian in the neighbourhood, within walking distance. I lived in very residential neighbourhoods and didn't like it. Maybe someday it will change and surely the delivery apps from shops, restaurants and supermarkets can change my preference. For some people, the calm of residential neighbourhoods is necessary. Others love to live in apartment blocks of houses. Certainly each choice has its advantages. And every choice has its moment.

If you want extra help choosing where to go, check out my "The Nomad Advisor" service.

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Nycka, the Nomad

🇧🇷 Como escolher onde morar

 O que devemos considerar na hora de escolher onde morar?

Certamente a opinião de outras pessoas está entre as coisas menos relevantes nessa lista. O que vou compartilhar aqui são dicas para você, que se conhece melhor que eu, descobrir os lugares que você pode gostar mais de morar.

Para a maioria das pessoas, qualquer lugar pode ser ótimo, justamente porque elas não se conhecem bem o bastante para ter parâmetros, e estão habituadas a fazer de tudo para agradar os outros. Eu tenho opiniões fortes e me conheço bastante bem, e certamente tenho muitos leitores com perfil semelhante, ou que pelo menos buscam se conhecer e construir a maturidade necessária para tomar decisões.

Um exemplo: eu gosto muito de ter acesso a certas atividades culturais, principalmente shows de bandas que gosto (como bandas europeias de power metal). Museus, peças de teatro, ópera e filmes que não sejam as bobagens do cinema dos Estados Unidos atualmente também são importantes. No Brasil isso só é possível em algumas capitais, então, minhas escolhas teriam de ser entre morar nessas capitais ou em alguma cidade relativamente próxima, com custo de vida significativamente mais baixo para compensar as viagens. Até agora eu optei pelas capitais. Talvez no futuro isso mude. O que não muda é essa minha necessidade de consumir arte e cultura além do que é possível na internet.

Se, para você, segurança é um ponto importante, uma cidade pequena quase sempre vai ser a melhor escolha para você, seja no Brasil ou no exterior. Embora cidades turísticas de qualquer parte do mundo tenham muitas oportunidades de trabalho e de negócios, nelas geralmente existe um índice de criminalidade maior que em cidades menos famosas.

Quer morar num lugar com ótimos restaurantes? Siga os perfis de Nycka, the Nomad nas redes sociais. Estou preparando conteúdos sobre isso.

Você faz a linha fashionista que gosta de se vestir de forma muito extravagante para cidades pequenas? Tem duas soluções: ignorar os medíocres ou viver em cidades onde a cultura seja de não se meter na vida alheia. Ou seja... o Brasil não é pra você (nem pra mim, mas aprendi a ligar o foda-se sobre isso faz tempo porque trabalhei com moda a vida toda, não tem ninguém no Brasil que tenha autoridade para julgar meu estilo).

Você gosta de lugares com muita área verde, de se conectar com a natureza? Pesquise cidades com essa característica. Sei de várias na Europa. No Brasil, Curitiba é uma boa opção, pois tem muitos parques espalhados pela cidade.

A chave é você se conhecer, saber o que gosta, o que não gosta, o que espera do seu próximo lar, etc. Claro que tem coisas que mudam durante a vida. Em um determinado momento você pode achar ótimo morar numa cidade com poucas opções de restaurantes, e em outro momento, depois de experimentar gastronomias variadas em viagens, resolver que precisa morar num lugar com maior variedade gastronômica. Ou, quando estudante, você alugava quarto, e em algum momento posterior você quer uma casa com quintal. Algumas coisas mudam ao longo da vida e se conhecer envolve também entender essas novas necessidades, aceitar que o que é bom hoje em algum momento poderá ser pouco, e que o que era bom no passado pode ser insuficiente hoje.

Isso também se aplica à escolha de que bairros morar. Eu tenho consciência que prefiro morar em bairros que tenha algumas facilidades, principalmente bons supermercados, petshop e veterinário na vizinhança, a uma distância que dê pra ir a pé. Já morei em bairros muito residenciais e não gostei. Talvez um dia isso mude, e certamente os aplicativos de delivery de lojas, restaurantes e supermercados podem mudar essa minha preferência. Para algumas pessoas a calma de bairros residenciais é necessária. Outras amam morar em condomínios de casas. Certamente cada escolha tem suas vantagens. E cada escolha tem seu momento.

Se quer uma ajuda extra para fazer uma boa escolha de para onde ir, conheça meu serviço “The Nomad Advisor”.

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Nycka, the Nomad


Monday, 27 June 2022

🇬🇧 15 activities to take care of the body on rainy days

Monday is the new day to talk about wellness and fitness. Today I'm going to list 15 activities to take care of your body on rainy days. If you were born in a place where it rains little, it is possible that on rainy days all you want is to stay at home and watch TV series, but taking care of your body is always good. Every citizen of the world knows that we can not allow the weather to affect our routine. There are places, like London or Curitiba, where if you stop doing something because it's raining, you don't do anything, because these are places where rain is a very common occurrence.

Choose the activities you enjoy the most and take care of your body every day.

  1. Boxing
  2. Bodybuilding
  3. Table tennis
  4. Swimming
  5. Judo
  6. Karate
  7. Jiu Jitsu
  8. Yoga
  9. Pilates
  10. LPF (low pressure fitness)
  11. Basketball
  12. Volleyball
  13. Indoor football
  14. Spinning
  15. Indoor climbing

Which one best suits your style?

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🇧🇷 15 atividades para cuidar do corpo em dias de chuva

Segunda-feira é o novo dia de falar de bem-estar e fitness. Hoje vou listar 15 atividades para você cuidar do corpo em dias chuvosos. Se você nasceu num lugar onde chove pouco, é possível que em dias chuvosos tudo que você queira seja ficar em casa maratonando séries na TV, mas cuidar do corpo é sempre bom. Todo cidadão do mundo sabe que não dá pra deixar o clima afetar nossa rotina. Tem lugares, como Londres ou Curitiba, que se você deixar de fazer algo porque está chovendo, você não faz nada, porque são lugares onde chuva é uma ocorrência muito comum.

Escolha as atividades que você gostar mais e cuide do corpinho todos os dias.

  1. Boxe
  2. Musculação
  3. Tênis de mesa
  4. Natação
  5. Judô
  6. Karatê
  7. Jiu-jítsu
  8. Yoga
  9. Pilates
  10. LPF (Low pressure fitness)
  11. Basquete
  12. Vôlei 
  13. Futsal
  14. Spinning
  15. Escalada indoor

Qual combina mais com seu estilo?

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Friday, 24 June 2022

🇬🇧 Dom Casmurro and brazilian society

If you are interested in Brazilian culture, if you have Brazilian friends or are planning to live in Brazil, I have a literary tip for you.

The book “Dom Casmurro”, by Machado de Assis. Any Brazilian who has completed elementary school has, in theory, read this book. It is a classic of Brazilian literature. Published in 1899, the book has a similar plot to that of Anna Karenina, by Lev Tolstoy, and deals with Bentinho's story in the first person. The character's insecurities are revealed more subtly than in Tolstoy's work, so that those who do not pay attention to the psychological construction of the work still wonder whether or not he has been betrayed by his beloved.

Reading such an ancient work and observing that this behaviour is still found today in many Brazilian men is frightening because it shows the immaturity and the difficulty of emotional maturation of the population.

Brazil is a country with very conservative customs and this is one of the big negative points of life in the country, especially for women. Of course, not everyone is that backward, but a significant portion of the population is content to repeat things as they always have been.

Have you read Dom Casmurro? What parallels do you make between the protagonist's behaviour and that of Brazilians in today's society?

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🇧🇷 Dom Casmurro e a sociedade brasileira

Se você tem interesse na cultura brasileira, se tem amigos brasileiros ou planos de morar no Brasil, tenho uma dica literária para você.

A obra “Dom Casmurro”, de Machado de Assis. Qualquer brasileiro que tenha concluído o ensino fundamental, teoricamente, leu este livro. É um clássico da literatura brasileira. Publicado em 1899, o livro tem uma trama semelhante à de Anna Karenina, de Liev Tolstói, e trata da história de Bentinho, em primeira pessoa. As inseguranças do personagem são reveladas de forma mais sutil que na obra de Tolstoi, de modo que quem não se atenta à construção psicológica da obra ainda questiona se ele foi ou não traído pela amada.

Ler uma obra tão antiga e observar que esse comportamento ainda é encontrado em muitos homens brasileiros atualmente é assustador porque mostra a imaturidade e dificuldade de amadurecimento emocional da população.

O Brasil é um país de costumes muito conservadores e este é um dos grandes pontos negativos de se viver no país, principalmente para mulheres. Claro que nem todo mundo é atrasado assim, mas uma parte significativa da população se contenta em repetir as coisas da forma como sempre foram.

Já leu Dom Casmurro? Que paralelos você faz sobre o comportamento do personagem principal e o dos brasileiros da sociedade atual?

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Thursday, 23 June 2022

🇬🇧 Savouring the world: Palmito Guisado

Today the column “Savouring the world” brings a recipe from the Dominican Republic. Another vegetarian dish for you. Palmito Guisado can be a side dish or main dish. Follow my profiles on social networks to have access to exclusive content.


Yield: 4 servings


Ingredients


    • 2 tablespoons of olive oil
    • 1 large red onion cut into strips
    • 1 red pepper cut into strips
    • 4 diced tomatoes
    • ½ tablespoon minced garlic
    • ½ teaspoon apple or fruit vinegar
    • 1 dozen seedless green olives
    • 900g of pre-cooked hearts of palm (if using canned hearts of palm, discard the liquid).
    • ¼ teaspoon freshly ground pepper or to taste
    • 1 teaspoon salt or to taste



Preparation:


    • Heat a tablespoon of oil over low heat in a large skillet. Cook and stir the onions until translucent. Add the pepper, tomatoes, garlic, vinegar and olives. Cover and cook over low heat until vegetables are cooked through.
    • Add the hearts of palm and 2 cups [0.5 liters] of water. Cook uncovered over low heat until the liquid has reduced by half. Season with pepper and salt to taste.
    • Serve: Remove from heat and serve.


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🇧🇷 Saboreando o mundo: Palmito Guisado

Hoje a coluna “Saboreando o mundo” trás uma receita da República Dominicana. Mais um prato vegetariano para você. O Palmito Guisado pode ser um acompanhamento ou o prato principal. Acompanhe meus perfis nas redes sociais para ter acesso a conteúdos exclusivos.


Rendimento: 4 porções 


Ingredientes


  • 2 colheres de azeite
  • 1 cebola roxa grande cortada em tiras
  • 1 pimentão vermelho cortado em tiras
  • 4 tomates cortados em cubos
  • ½ colher de sopa de alho picado
  • ½ colher de chá de vinagre de maçã ou frutas
  • 1 dúzia de azeitonas verdes sem sementes
  • 900g de palmito pré-cozido (se usar palmito em conserva, descarte o líquido).
  • ¼ colher de chá de pimenta moída na hora ou a gosto
  • 1 colher de chá de sal ou a gosto



Modo de preparo:


  • Aqueça uma colher de sopa de óleo em fogo baixo em uma frigideira grande. Cozinhe e mexa as cebolas até ficarem translúcidas. Adicione a pimenta, os tomates, o alho, o vinagre e as azeitonas. Cubra e cozinhe em fogo baixo até que os legumes estejam cozidos.
  • Adicione o palmito e 2 xícaras [0,5 litros] de água. Cozinhe descoberto em fogo baixo até que o líquido tenha reduzido pela metade. Tempere com pimenta e sal a gosto.
  • Servir: Retire do fogo e sirva.


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Saturday, 4 June 2022

🇬🇧 Relocation and abandonment

A person on a social media asked me how much money I should be paid to leave my family and friends to work abroad. Anyone who thinks like this has no idea what life is like for a citizen of the world. One has no idea what it means to abandon. Maybe one has no idea what it means to be human. This is a text to share with those who feel abandoned when comment that you are thinking of moving to another city or country.

To abandon is to turn off the emotional connection, not to care about the other person's well-being. To abandon is not necessarily related to physical distance. A parent can abandon a child by neglecting what is important to the child, ignoring her feelings, being selfish. Even being physically present, there is an emotional and sometimes material abandonment.

When we go to live in another city or country, even if far away, we don't necessarily have to abandon family and friends. We can do this if we realise that these people don't deserve our affection and don't have real affection for us. I first moved in 1998. I communicated with family and friends by phone (and it wasn't even a cellphone) and letters because I didn't start using computers until 1999 and these people only started using the internet much later. Virtually everyone has the internet nowadays, or at least the context I lived in in 1998 is quite unlikely for a reader of this site today. It is much easier to communicate with people. So this idea of ​​abandonment is absurd.

Furthermore, humans are not trees. Trees can be transplanted and moved to another place, but for human beings this movement is natural, it can arise from the initiative of each one. Your friends and family can come and see you if you want and you can visit them too.

Over the past 24 years, I've made many new friends, lost a few, and found friends on the Internet that I haven't seen in years. I changed behaviours because I was maturing and realising things that I didn't realise before. I made choices I wouldn't have made before I moved. I practice meditation aimed at self-knowledge and connection with who I am. Moving to another city or country can bring many changes in our lives. If we change by our belief, by our will, it might be the best thing you do for yourself. I don't know if moving for money, as the question I was asked suggested, has the same effect because I have seen many people who move for it and do not adapt.

Are you ready to make the world your home?

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🇧🇷 Mudança e abandono

Uma pessoa me perguntou numa rede social por quanto dinheiro eu abandonaria a família e os amigos para viver no exterior a trabalho. Quem pensa desta forma não tem noção do que é a vida de um cidadão do mundo. Não tem idéia do que seja abandonar. Talvez não tenha ideia do que seja ser humano. Este é um texto para você compartilhar com quem se sente abandonado só de você comentar que pensa em mudar de cidade ou país.

Abandonar é desligar a conexão emocional, é não se importar com o bem-estar da outra pessoa. Abandonar não está obrigatoriamente relacionado à distância física. Um pai ou mãe pode abandonar um filho sendo negligente com o que é importante para o filho, passando por cima dos sentimentos dele, sendo egoísta. Mesmo estando fisicamente presente, existe o abandono emocional e, às vezes, material.

Quando vamos morar em outra cidade ou país, mesmo que seja muito distante, não precisamos, necessariamente, abandonar família e amigos. Podemos fazê-lo, se percebemos que essas pessoas não merecem nosso afeto e não têm real afeto por nós. Eu me mudei pela primeira vez em 1998. Me comunicava com a família e amigos por telefone (e nem era celular) e cartas porque só fui começar a usar computador em 1999 e essas pessoas só começaram a usar a internet muito mais tarde. Hoje praticamente todo mundo tem internet, ou, ao menos, o contexto que eu vivia em 1998 é bastante improvável para um leitor deste site atualmente. É muito mais fácil comunicar-se com as pessoas. Então, essa ideia de abandono é absurda.

Além disso, seres humanos não são árvores. Árvores podem ser transplantadas e movidas para outro lugar, mas para seres humanos essa movimentação é natural, pode partir da iniciativa de cada um. Seus amigos e familiares podem viajar para te visitar se vocês quiserem e você também pode visitá-los.

Ao longo desses quase 24 anos eu fiz muitas novas amizades, perdi algumas, reencontrei pela internet amigos que não vejo há anos. Mudei comportamentos porque fui amadurecendo e percebendo coisas que antes não percebia. Fiz escolhas que antes de mudar eu não faria. Pratico meditação visando o autoconhecimento e a conexão com quem eu sou. Mudar de cidade ou país pode trazer muitas mudanças para nossas vidas. Se mudamos por nossa própria convicção, por nossa vontade, pode ser a melhor coisa que você faz por você mesmo. Não sei se mudar por dinheiro, como a pergunta que me foi feita sugeria, trás o mesmo efeito porque já vi muita gente que se muda por isso e não se adapta.

Você está preparado para ter o mundo como lar?

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