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🇬🇧 Cultural nomadism - a lifestyle

We can move from a place to another for various reasons. One of them is to know better other cultures, to become a global citizen. Other is ...

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Wednesday, 7 September 2022

🇧🇷 Como expandir seus horizontes

Uma das melhores coisas do estilo de vida dos nômades culturais é conhecer novos lugares, novas culturas, novos sabores, etc. A curiosidade nos move. Amamos arte e cultura e viver novas experiências.

Neste texto vou dar algumas dicas para quem nunca fez isso e quer começar a expandir seus horizontes. Principalmente para quem mora em cidade pequena, sem muita opção, e quer experimentar algo diferente. Claro que as dicas também são úteis para quem vive em cidades grandes e não tem o hábito de frequentar lugares que não conhece, comer em restaurantes diferentes, etc.

    • Viaje para cidades próximas nos finais de semana. Aqui no site tem dicas de como fazer seu próprio roteiro de viagem. Se preferir, pode contratar meu serviço “The Nomad Advisor” que eu elaboro roteiros para você.
    • Inclua restaurantes diferentes na sua programação. Siga meus perfis nas redes sociais para dicas.
    • Experimente preparar receitas diferentes em casa. Aqui no site tem algumas receitas muito boas. Siga a tag/coluna “Saboreando o mundo”.
    • Se você não costuma sair sozinho, faça isso. Vá ao cinema, teatro, museu ou a um show musical sozinho para começar. São atividades muito seguras para fazer sozinho.
    • Leia livros de estilos diferentes dos que você costuma ler. Tem vários textos com dicas de livros neste website.
    • Vá a festivais de cinema e eventos que apresentem filmes diferentes dos que você costuma ver ou explore as opções dos canais de streaming que ninguém está falando a respeito.
    • De vez em quando veja apresentações de orquestra e ópera.
    • Siga meu perfil no Spotify para ouvir músicas de todo o mundo.

Siga meus perfis nas redes sociais para mais dicas e para saber de novos textos neste website. Os links estão na barra lateral.

Este texto, como todos os outros deste site, é protegido por direitos autorais. Todos os direitos são reservados à autora.

Empresas interessadas em divulgar seus produtos e serviços em meus canais de comunicação devem ler o kit de mídia. Cidades que queiram atrair turistas e novos moradores devem fazer o mesmo.



Nycka, the Nomad

Tuesday, 17 May 2022

🇧🇷 O que vestir no Brasil no inverno

Se você tem planos de morar no Brasil ou visitar, este texto tem dicas de como escolher o que vestir no país no inverno que está começando. Embora o inverno só comece oficialmente no fim de junho, no Brasil a época mais fria tende a ser de maio a agosto. As dicas também são úteis para brasileiros que planejem viajar ou mudar para outra cidade do país.

Por ter dimensões continentais, o clima não é o mesmo em todo o Brasil. Não espere que todos os lugares que você visitar sejam quentes e ensolarados. As temperaturas em todo o país nessa época estão abaixo dos 30° C. No sul, abaixo dos 20° C (ao menos nas capitais e na serra gaúcha), e você pode experimentar algumas noites de temperaturas negativas em alguns lugares. Hoje em Curitiba as temperaturas estão idênticas às de Estocolmo. Na meia estação (primavera e outono) as temperaturas de Curitiba geralmente são parecidas com as de Estocolmo e Helsinki, diminuindo o impacto da mudança para visitantes suecos e finlandeses. Não que Curitiba seja uma cidade turística. É uma cidade bonita, possivelmente uma das melhores capitais do Brasil para morar, mas em dois dias qualquer turista pode ver tudo de mais interessante (do ponto de vista do turismo) na cidade.

Recomendo que pesquise sobre as temperaturas das cidades que for visitar ou morar antes de viajar. 

Na maior parte do Brasil faz, sim, calor o ano todo, mas quem mora nas regiões quentes sente o inverno porque as temperaturas nessa época caem bastante em relação às temperaturas do verão. A experiência de visitar e morar num lugar é diferente, já falei disso antes, e esta é apenas uma das diferenças. Então, a menos que você venha de um lugar onde faz muito frio o ano todo, você vai precisar de roupas de inverno como suéteres de lã ou casacos de couro e calçados fechados, como botas. Não precisa de casacos de penas ou sapatos de neve. Mas... galochas são uma boa escolha para dias chuvosos. Até onde me lembro, apenas no nordeste chuvas são comuns no inverno, mas sempre existe o risco de chuva em outras regiões. Se você vem de um lugar muito frio, experimente a temperatura local para ver se precisa de roupas de inverno. Se vem como turista, recomendo trazer algumas peças de inverno para evitar problemas e explico isso melhor mais adiante. Se vai para regiões mais frias do país, casacos mais pesados são recomendáveis, principalmente se vem de um lugar quente.

Se for comprar roupas de tricô, quanto menos materiais sintéticos na composição, melhor. Este é um ponto que me faz recomendar ao turista que traga roupas de inverno. Na maioria das lojas brasileiras os tricôs são de baixa qualidade, com muito material sintético na composição, protegem pouco do frio e ficam com aspecto de velhos muito rápido.

Muitos brasileiros, quando viajam para o sul, vindos das regiões mais quentes, vestem inúmeras camadas de roupas. É um erro bobo e que tira a mobilidade. Escolhendo as peças certas é possível vestir-se bem com no máximo 3 camadas de roupas no sul do Brasil e cidades frias em outras regiões. Nas demais partes do país recomendo duas camadas apenas se houver risco de você ficar com calor se usar uma só.

Para orientações personalizadas e para desenvolver seu estilo, contrate meu serviço de personal branding 360°.

Se você é responsável pelo planejamento de comunicação, marketing ou mídia de uma empresa relacionada aos temas tratados neste website, leia nosso kit de mídia para saber como divulgar seus produtos e serviços em nossos canais de mídia.

Este texto, como todos os outros deste website, é protegido por direitos autorais. Sua reprodução ou tradução total ou parcial é proibida. 


Nycka, the Nomad

Thursday, 10 February 2022

🇧🇷 Como viajar para a África do Sul com cães e gatos

Ontem falamos sobre como conseguir um visto de residência temporária para morar na África do Sul como empreendedor. Hoje falamos sobre como viajar para a África do Sul com seus cães e gatos.

    • Uma licença de importação veterinária é necessária para importar cães e gatos para a África do Sul.
    • Os gatos não são rotineiramente colocados em quarentena na chegada à África do Sul. O gato deve, no entanto, ter uma licença de importação válida e um certificado sanitário corretamente preenchido, assinado e carimbado por um veterinário do governo do país exportador. Se esses documentos não estiverem disponíveis no momento da chegada do gato na África do Sul, o gato será mantido em quarentena até que a documentação necessária seja apresentada na estação de quarentena.
    • Cães e gatos devem ter uma vacina antirrábica válida. No caso de uma vacinação primária contra a raiva, a vacinação deve ser dada não mais de 12 meses e não menos de 30 dias antes da data de importação. No caso de uma vacinação de reforço contra a raiva, a vacinação deve ser dada no máximo 12 meses antes da data de importação.
    • A vacinação contra a raiva não é obrigatória para gatos/cães importados da Austrália, Nova Zelândia, Reino Unido e Irlanda do Norte, mas é aconselhável a vacinação contra a raiva para gatos/cães importados desses países. Isso garantirá que o gato/cão tenha imunidade suficiente contra a raiva na chegada à África do Sul para evitar que contraia raiva na África do Sul.
    • Filhotes com menos de três meses de idade não precisam ser vacinados contra a raiva. Mas os cachorros/gatinhos com menos de 3 meses de idade só podem viajar para a África do Sul se a mãe tiver sido vacinada contra a raiva mais de 30 dias antes e menos de 12 meses antes do nascimento do filhote. Estes cachorros/gatinhos devem ser vacinados contra a raiva após a chegada à África do Sul aos 3 meses de idade e o comprovativo da vacinação deve ser apresentado às Autoridades Veterinárias Sul-Africanas.
    • A quarentena de 14 dias será imposta a alguns cães, dependendo do país de origem do cão. Os cães da seguinte lista de países abaixo não precisam entrar em quarentena na chegada à África do Sul. O cão deve, no entanto, ter uma licença de importação válida e um certificado sanitário corretamente preenchido, assinado e carimbado por um veterinário do governo do país exportador. Se esses documentos não estiverem disponíveis no momento da chegada do cão na África do Sul, o cão será mantido em quarentena até que a documentação necessária seja apresentada na estação de quarentena.

Europa.

Áustria, Bélgica, Chipre, República Tcheca, Dinamarca, Estônia, Finlândia, França, Alemanha, Grécia, Islândia, Irlanda, Itália, Letônia, Lituânia,  Luxemburgo, Malta, Holanda, Portugal, Polônia, Espanha, Eslováquia, Eslovênia, Suécia, Suíça, Reino Unido, Noruega e Hungria.

América do Norte

Canadá e Estados Unidos da América

Australásia

Austrália e Nova Zelândia

África

Botsuana, Comores, Malawi, Lesoto, Namíbia, Suazilândia, Zimbábue, Maurício.

Ásia

Israel

América do Sul

Argentina

    • Antes que uma reserva de quarentena para um cão possa ser confirmada, o importador deve assinar um formulário de indenização. Cópias do formulário de indenização podem ser obtidas na Unidade de Política de Importação e Exportação, no escritório de autorização e nas duas estações de quarentena. O formulário de indenização original assinado precisa ser entregue na estação de quarentena onde o cão será colocado em quarentena ou o formulário de indenização original assinado precisa ser postado ou enviado por correio para a estação de quarentena. Não serão aceitas cópias enviadas por fax e digitalizadas. As reservas nas estações de quarentena só serão confirmadas após o recebimento do formulário de indenização original assinado.
    • Se você estiver importando um cão de uma ilha, entre em contato com a Unidade de Política de Importação e Exportação para saber se seu cão será colocado em quarentena na chegada à África do Sul.
    • Todos os cães e gatos importados para a África do Sul devem ser identificados permanentemente com um microchip (tatuagens não serão aceitas). O microchip deve poder ser lido por um scanner ISO 11784 ou ISO 11785.
    • Os cães que serão colocados em quarentena na chegada à África do Sul só podem ser importados para a África do Sul via aeroportos de OR Tambo (Joanesburgo) ou Aeroporto Internacional da Cidade do Cabo. Cães que estão sendo importados de países não sujeitos à quarentena e gatos também podem ser importados para a África do Sul via Aeroporto Internacional de Durban. Cães e gatos não poderão entrar na África do Sul por nenhum outro aeroporto.
    • Todos os cães e gatos importados para a África do Sul devem ser registrados, como carga manifesta e não podem voar como excesso de bagagem. A Direção de Saúde Animal não dispõe de funcionários veterinários no terminal de passageiros do OR Tambo (Joanesburgo) e do Aeroporto Internacional da Cidade do Cabo para verificar a documentação dos cães que entram na África do Sul através do terminal de passageiros dos respetivos aeroportos. Os cães e gatos só podem desembarcar pelo terminal de carga dos respectivos aeroportos.
    • Se a companhia aérea permitir, o cão ou gato pode viajar na cabine com o proprietário, mas o animal deve ser registrado como carga manifesta e o pessoal da companhia aérea deve retirar o animal do proprietário no desembarque para que o animal possa ser desembarcado do  avião pelo terminal de carga.
    • À chegada ao aeroporto, a Autorização Veterinária de Importação original emitida pela Direção de Saúde Animal e o Certificado Sanitário Veterinário original assinado, carimbado e certificado pelas Autoridades Veterinárias do país exportador devem ser apresentados aos funcionários veterinários do aeroporto antes que o cão ou gato possa  ser liberado. Os documentos podem viajar com o animal ou a pessoa que o recolhe deve apresentar os documentos aos funcionários no aeroporto. Este último é apenas para animais que não estão entrando em Quarentena na chegada à África do Sul. A papelada dos animais que entram em quarentena deve viajar com o animal.


Teste de cães

    • Antes que os cães possam ser importados, o cão precisa ser certificado como livre das cinco doenças a seguir por meio de exames de sangue. O sangue do cão pode ser testado no país de origem ou a amostra de sangue pode ser enviada para a África do Sul para teste.
      • Brucella canis
      • Trypanosoma evansi
      • Babesia gibsoni
      • Dirofilaria immitis
      • Leishmania
    • Se as Autoridades Veterinárias do país exportador puderem certificar que o país exportador está livre de uma ou mais das cinco doenças acima mencionadas, os cães exportados para a África do Sul não precisam fazer exames de sangue para a doença da qual o país exportador está livre.
    • A Direcção de Saúde Animal exige que o seguinte teste ou testes sejam utilizados para as cinco doenças acima mencionadas:
      • Para brucella canis: soroaglutinação / teste rápido de aglutinação em lâmina
      • Para Trypanosoma evansi: teste de aglutinação em cartão e esfregaço de sangue giemsa
      • Para babesia gibsoni: teste de anticorpos de imunofluorescência e esfregaço de sangue giemsa
      • Para dirofilaria immitis: teste de filtração microfilarial
      • Para leishmaniose: anticorpo fluorescente indireto, ou ELISA, ou teste de aglutinação direta, ou imunoensaio de membrana Western blot.
    • Se as amostras precisarem ser enviadas para a África do Sul, estas devem ser enviadas por via aérea, acompanhadas de uma cópia da licença principal de importação OVI para a importação de amostra de diagnóstico, ao abrigo de uma carta de porte aéreo/guia de correio para teste.


Solicitar uma licença veterinária de importação

    • O formulário de pedido de licença exigido pode ser obtido no Gabinete de Licenças da Direcção de Saúde Animal.
    • Para obter uma Licença Veterinária de Importação, você precisa depositar a taxa de licença na conta bancária do Departamento.
    • Observe que nenhum pedido será processado sem o comprovante de pagamento.
    • Nos casos em que seja exigida a quarentena de animais, o importador deve entrar em contato com o Quarantine Officer no porto de entrada.
    • O Quarantine Officer fará a reserva de acomodação na Quarantine Station e deverá preencher a parte aplicável do formulário de inscrição.
    • Uma Declaração de Indenização (em relação a animais ou aves importados em quarentena) também deve ser preenchida e anexada ao formulário de solicitação. Este formulário de Declaração de Indenização também pode ser obtido no Escritório de Autorização.
    • Após o recebimento do formulário de inscrição preenchido, uma Licença Veterinária de Importação será emitida e enviada diretamente a você.
    • Um Certificado de Saúde Veterinária também será enviado a você com a Licença de Importação Veterinária. Este deve ser preenchido, em inglês, por um veterinário autorizado pela Administração Veterinária do país exportador, no prazo de 10 dias da partida.
    • O seguinte deve ser apresentado ao Oficial de Controle de Importação Veterinária da África do Sul no Porto de Entrada:
      1. Licença de Importação Veterinária Original
      2. Certificado de Saúde Veterinária Original
      3. Qualquer outra documentação especificada, por exemplo: Declaração de Indenização, Certificado de Vacinação contra a Raiva, etc.
    • A Direcção de Saúde Animal, Subdirecção de Controlo de Importação e Exportação em Pretória poderá ajudá-lo caso seja necessária qualquer informação adicional.
    • Por favor, indique no formulário de inscrição se a licença será coletada ou enviada para você.
    • Observe também que leva de três (3) a quatro (4) dias úteis para processar a permissão, se aprovada.
    • Nos casos em que a licença será coletada, confirme com o escritório de licenças por telefone se a licença está pronta antes de você vir para coletar.


Cães e gatos de países vizinhos

    • Cães e gatos que entram na África do Sul vindos da Namíbia, Botsuana, Zimbábue, Lesoto e Suazilândia não precisam de licença de importação. Esses cães e gatos precisam de um atestado sanitário que ateste que o cão ou gato foi vacinado contra a raiva nos últimos 12 meses, mas mais de 30 dias antes da data de partida. Os cães e gatos precisam ter um exame de saúde dentro de 7 dias após a exportação.
    • Isto não se aplica a cães que entram na África do Sul vindos de Moçambique. Esses cães só podem ser importados para a África do Sul com uma autorização de importação veterinária. Os cães precisam fazer os exames de sangue necessários (consulte o procedimento de teste acima) antes da exportação e devem ser transportados de Moçambique para os aeroportos internacionais de Joanesburgo ou Cidade do Cabo, onde os cães serão colocados em quarentena por 14 dias e serão testados novamente de acordo  ao protocolo normal para cães em quarentena. Os cães não podem entrar na África do Sul por estrada. É necessária uma licença de importação para trazer gatos de Moçambique para a África do Sul, mas os gatos podem entrar na África do Sul por estrada e não precisam ser colocados em quarentena.


Cães e gatos de outros países africanos

    • Os cães importados de outros países africanos devem ter uma licença veterinária de importação e não podem entrar por estrada através de um dos nossos países vizinhos. Os cães precisam fazer os exames de sangue necessários (consulte o procedimento de teste acima) antes da exportação e devem ser levados para os aeroportos internacionais de Joanesburgo ou da Cidade do Cabo, onde os cães ficarão em quarentena por 14 dias e serão testados novamente de acordo com o protocolo normal  para cães em quarentena.
    • Cães e gatos do Malawi não precisam de licença veterinária de importação. Esses cães e gatos precisam de um atestado sanitário que ateste que o cão ou gato foi vacinado contra a raiva nos últimos 12 meses, mas mais de 30 dias antes da data de partida. Os gatos e cães precisam ter um exame de saúde feito dentro de 10 dias após a exportação.
    • Gatos de outros países africanos precisam de uma licença veterinária de importação e um certificado sanitário veterinário carimbado e assinado por um veterinário certificador no país de origem. Isso deve acompanhar os gatos. Os gatos também devem ter sido vacinados contra a raiva há menos de um ano, mas mais de 30 dias antes da data de exportação. Esses gatos podem entrar na África do Sul por estrada.

Embora eu tenha coletado informações do site oficial, recomendo que você se mantenha atualizado consultando as autoridades locais.  Não há motivo para deixar seus animais de estimação para trás quando você se muda para um lugar diferente.

Para mais informações sobre como morar em outro lugar, bem-estar para cães e gatos e outras dicas úteis para quem tem ou quer ter o mundo como lar, siga nossos perfis nas redes sociais e inclua este site em seu leitor de feeds favorito.


Nycka, the Nomad


Wednesday, 27 October 2021

🇧🇷 Viagem de 7 dias pelo Brasil

Pra quem nunca viajou pelo Brasil ou para estrangeiros que não conhecem o Brasil, hoje tem duas sugestões de roteiro de viagem para uma semana pelo país. Como o Rio de Janeiro é clichê demais, excluí a cidade do roteiro. Mas se viajar com mais tempo inclua, porque a cidade é maravilhosa de verdade e vale uma visita.

Primeira sugestão de roteiro: 

2 dias em São Paulo, hospedando-se perto do parque Ibirapuera ou da avenida Paulista. 1 dia em Belo Horizonte. 1 dia em Ouro Preto que é bem próxima de BH. E 2 dias em Salvador. Você verá perfis diferentes de cidades grandes, praia e uma cidade histórica. Por incluir uma praia da região nordeste recomendo este roteiro durante o verão brasileiro (de dezembro a fevereiro).

O outro eu diria pra ir a São Paulo (2 dias, como na sugestão anterior), 1 dia em Porto Alegre, 4 dias na Serra Gaúcha, sendo 1 em Gramado, 1 em Canela, 1 em Bento Gonçalves e 1 em Garibaldi. Esta é uma viagem melhor aproveitada no inverno (Junho). E prepare-se para um frio próximo de zero graus Celsius, embora seja pouco provável encontrar neve. Este é um roteiro mais cultural e gastronômico, com 2 cidades grandes e 4 charmosas cidades pequenas.

Ambos os roteiros podem ser enriquecidos com visitas a bons restaurantes, pois comida boa não falta em ambos os roteiros.

Para brasileiros que nunca visitaram o sul,e também para estrangeiros acostumados à ideia de Brasil tropical, o segundo roteiro pode ser surpreendente, não apenas pelo frio.

O quentão, uma bebida típica de inverno, no sul é preparado com vinho, e é delicioso. Se conhecer algum gaúcho na internet e for encontrá-lo durante o passeio, peça pra ele preparar um chimarrão, que também é uma experiência obrigatória. Eu morei na capital gaúcha durante 4 anos e até hoje não sei preparar. Só bebia o chimarrão dos outros. Beba tudo e sem ficar mexendo aquele canudo metálico como se estivesse tomando suco, porque gaúchos detestam quando fazem isso. No sul também tem uma espécie de pão típico, que a gente encontra fácil em padarias e supermercados da região chamado cuca. Vale provar porque no resto do Brasil nunca vi. Gosto bastante das cucas de goiabada, mas em Curitiba não tenho encontrado. As que vejo aqui são sempre de farofa.

E, se for comer um acarajé, minha comida brasileira favorita, típica da Bahia e possivelmente fácil de ser encontrado em Salvador, mas também possível em São Paulo e em Porto Alegre (no brique da Redenção aos domingos!), saiba que “quente” significa com pimenta. Eu peço pra colocar só um pouquinho, porque as baianas geralmente usam uma pimenta bem ardida. Eu gosto de pimenta, mas gosto de sentir o sabor dos outros ingredientes.

Continue seguindo os perfis da revista nas redes sociais para acompanhar mais dicas de viagens, gastronomia, cultura e muito mais. Lendo os textos anteriores você pode ter algumas outras dicas para ambos os roteiros que sugeri neste texto. Quando empresas contribuirem, posso fazer roteiros bem completos de viagens curtas pelo Brasil - e também em outros países - com guia completo de onde se hospedar, onde comer, que lugares visitar, etc para pessoas que queiram roteiros para desfrutar cultura, arte, gastronomia, etc.


Nycka, the Nomad

Tuesday, 21 September 2021

🇧🇷 Passeios em Curitiba

Hoje vou falar um pouco de turismo, porque essa pandemia me fez falar menos disso por muito tempo, mas agora muita gente já pode viajar, então, vamos!

Vou começar falando dos pontos imperdíveis para visitar em Curitiba, no sul do Brasil.

Curitiba é uma cidade com quase dois milhões de habitantes, e partindo de São Paulo de avião você chega à cidade em cerca de uma hora.

A cidade é repleta de parques que valem um passeio, um piquenique, uma caminhada com seu pet. Meus preferidos são o parque Tanguá e o parque Barigui. Mas tem vários outros. O Jardim Botânico, cartão postal da cidade, também é um bom lugar para essas atividades. É muito bonito e rende fotos bacanas. A praça do Japão, que fica na região onde estão alguns dos melhores hotéis da cidade, também é um lugar bonito para fotos.

Em Curitiba chove muito. Então é recomendável ter no roteiro lugares fechados.

Existem vários museus na cidade, sendo o mais famoso o Museu Oscar Niemeyer, também conhecido como museu do olho. O famoso arquiteto Niemeyer desenhou o prédio principal do museu, como uma araucária, um tipo de pinheiro comum na região, estilizada, mas as pessoas chamam de museu do olho porque o formato também lembra o de um olho. O museu Guido Viaro, além de obras de arte, também tem uma reunião semanal para debater filmes, geralmente antigos. Eles divulgam a programação na página do museu no Facebook. No centro, tem o museu de arte contemporânea, que é bom para uma visita rápida, pois é um museu pequeno, como o Guido Viaro. E tem vários outros.

Se os filmes do museu te interessaram, a Cinemateca de Curitiba, antes da pandemia, também tinha uma programação com filmes cult, festivais de filmes internacionais, etc. O Sesc Paço da Liberdade também tem uma programação cultural. Nele você precisa fazer um cadastro.

Para uma visão geral da cidade, recomendo a torre panorâmica. Dá para ver a cidade de cima e no piso tem um mapa da cidade em baixo relevo. Também é uma visita rápida. Fica bem perto do parque Barigui.

Outro cartão postal da cidade e palco de alguns espetáculos é a Ópera de Arame. Não use saltos finos para ir lá, pois o acesso é por uma ponte onde seu salto pode ficar preso. Bem ao lado fica a pedreira Paulo Leminski, que já recebeu shows de grandes artistas, como a banda Iron Maiden.

Outra referência cultural da cidade é o teatro Guaíra, onde acontecem shows, espetáculos de teatro e também um festival de ópera. É um espaço muito bonito.

Nos espaços abertos os animais de estimação são bem-vindos. O transporte público, que eu saiba não aceita o transporte de animais, mas o turista pode usar aplicativos de transporte para passear com seu pet pela cidade, criar roteiros que possam ser feitos a pé ou de patins, ou alugar um carro (nunca aluguei um carro pra passear com pet, mas suponho que seja possível). Se empresas pet friendly de Curitiba tiverem interesse em passar pela nossa avaliação, a revista está disponível para verificar os prós e contras de cada uma conforme nossos critérios e divulgar para nossos leitores.


Nycka, the Nomad

Saturday, 4 September 2021

🇧🇷 Sobre o turismo e o poder social e econômico desta indústria

Sou brasileira, nasci em uma cidade com cerca de trezentos mil habitantes mas que não é um destino turístico. Hoje moro em uma cidade com pouco menos de dois milhões de habitantes no sul do meu país que também não é uma cidade famosa como destino turístico de estrangeiros.

Vejo muitos benefícios em incentivar o turismo. Acho que é uma indústria que pode mudar a realidade de algumas cidades desse mundo. Por que? Tenho quatro razões principais:

  1. Acredito que com o turismo, o comércio local tem que melhorar seus produtos e serviços de forma a agradar as pessoas com um nível de necessidade maior do que o dos cidadãos locais. Ao melhorar, eles podem vender seus produtos e serviços fora, abrir lojas em outras cidades e países diferentes, exportar seus produtos e assim por diante. Sim, o turismo pode ajudar outras indústrias e lojas locais.
  2. O turismo pode atrair dinheiro de pessoas de todo o mundo, para que uma cidade não fique dependente do dinheiro das pessoas que nela nasceram.
  3. Com o turismo, uma cidade pode atrair pessoas de outros lugares que queiram morar ali, abrir uma empresa ou trabalhar por conta própria.
  4. Aprender é, a meu ver, uma missão de vida que todos devemos abraçar. E ter referências diferentes ajuda muito a aprender.  Especialmente se essas referências tiverem um padrão mais alto do que o que temos. Abaixar nosso padrão para algo é violência contra nós mesmos. E manter um padrão por toda a vida não ajuda ninguém a aprender.

Este texto foi originalmente escrito em italiano em 2019 porque, a meu ver, a Itália é o país mais rico do mundo em turismo. Não creio que seja por acaso que algumas das empresas de luxo mais importantes do mundo sejam italianas.

Mas tudo tem um lado positivo e um negativo nessa vida e lugares excelentes precisam saber como lidar com as pessoas de baixo nível profissional que procuram uma espécie de paraíso nesses lugares. Isso acontece principalmente em cidades maiores, mas cidades menores também podem ter pessoas nessa situação. O que fazer para diminuir o número de pessoas que vivem nas ruas? E para diminuir o número de trabalhadores de baixa qualificação?

Sabemos que a inteligência artificial é uma realidade. Muitas coisas que os homens fazem, em 2030 talvez possam ser feitas pelas máquinas.  Como preparar as pessoas para isso?

Hoje em dia para morar na cidade devemos sempre estudar e aprender. Este mundo digital onde a tecnologia se tornou muito importante exige esse estilo de vida. Pessoas com preguiça de estudar e aprender não têm nada para fazer em cidades que incentivem o crescimento econômico.

As empresas que não oferecem nada de especial não têm muito valor para as pessoas que têm essa necessidade de aprender o tempo todo.

Como está seu compromisso com o aprendizado, caro leitor? E quanto tempo você passa viajando ou conversando com pessoas de diferentes países, diferentes culturas para aprender? As escolhas do seu consumidor são consistentes com esse estilo de vida?


Nycka, the Nomad

Tuesday, 22 June 2021

🇧🇷 Beleza e raridade

Um perfil que sigo no Instagram postou há alguns dias uma foto de um lugar lindo no estado norte-americano que a pessoa mora, que não é um estado famoso nem turístico, e eu fiquei pensando em quantos lugares como aquele existem pelo mundo, desconhecidos da maioria, principalmente por falta de visão do governo local e dos empresários locais em criar uma estrutura turística na cidade e divulgar suas belezas naturais. Também fiquei pensando na sorte que nós, nômades culturais temos, pois além das riquezas culturais de todo o mundo podemos também acessar esses lugares que geralmente só alguns nativos conhecem.

Se fazemos amizades com pessoas de todo o mundo (eu faço, e você?), aumentam as chances de conhecer lugares lindos em cidades que não são roteiros turísticos óbvios. Mas só isso não basta. É preciso querer, ter curiosidade. Tem gente que se limita ao turismo urbano e a circular na área urbana da cidade onde vive. Outras pessoas amam o eco-turismo, trilhas, montanhismo, atividades em contato com a natureza. Eu amo turismo cultural, principalmente observar arquitetura, arte, museus, shows, e fotografar, mas também amo belezas naturais... e fotografá-las. Amo o que é belo e registrar essa beleza, sem ficar no superficial do aspecto físico. Gosto de conhecer a história, o clima, a gastronomia, tanta coisa...

Ontem vi um vídeo de um guru do empreendedorismo que falava em criar uma rede social que as pessoas só pudessem publicar uma vez a cada 24 horas. E dizia que isso aumentaria a qualidade do conteúdo. De fato, conteúdo de qualidade já existe. Mas tem menos visibilidade e gera menos interesse que conteúdo ruim porque a maioria das pessoas não tem discernimento nem cultura. Aceitam asneiras como verdades. Conteúdo de qualidade também é uma forma de beleza. Um texto bem escrito é muito bom de ler, assim como bons vídeos que tenham conteúdo e não sejam apenas para entreter.

Podemos considerar que tanto a beleza daqueles lugares pouco conhecidos como a do conteúdo de qualidade sejam raras. As belezas naturais não são raras de fato, mas por serem “consumidas” por um número limitado de pessoas, no caso daquelas de lugares que não são destinos turísticos famosos, isso as torna raras. Poucas pessoas devem ter fotos de visitas a lugares únicos e pouco conhecidos, embora muitas tenham fotos no Cristo Redentor no Brasil ou perto da Torre Eiffel em Paris. É dessa raridade que estou falando.



Nycka, the Nomad

Friday, 30 October 2020

🇧🇷 O caminho

Vivi em 4 cidades até o momento e hoje vou falar alguns pontos interessantes sobre cada uma delas.

Nasci em Montes Claros, no estado brasileiro de Minas Gerais. Não é uma cidade turística, mas recebe alguns vôos comerciais de Belo Horizonte, o que significa que se você sai de outro estado tem de fazer conexão em BH pra chegar lá. Também tem o transporte rodoviário. Mas as estradas são terríveis. Nunca fui pra lá de avião, então não sei dizer qual é a melhor opção. Se você for ou se já foi, me conte!

Em Montes Claros mesmo, as baladas e restaurantes costumam se concentrar na chamada “avenida sanitária”. Ultimamente parece que tem surgido alguns bons restaurantes fora desse pequeno trecho da avenida deputado Esteves Rodrigues (que tem o apelido feio que mencionei acima).

A cidade atualmente tem 2 shoppings. Que eu me lembre tem 2 parques (parque municipal e o parque Sapucaia).

O povo é muito hospitaleiro e os sites de hotéis locais são terríveis. Da última vez que fui lá eu me hospedei na casa duma moça estudante de medicina pelo Couchsurfing e adorei a experiência. Fizemos até um encontro dos poucos membros do Couchsurfing da cidade no shopping!

O prato mais típico da culinária local é o arroz com pequi e carne de sol. Carne de sol de Montes Claros NÃO é o que gaúchos chamam de charque. A carne de sol é também servida como petisco, em cubinhos fritos, muitas vezes acompanhada de mandioca, nos bares da avenida. Na cidade também é possível achar licor de pequi, óleo de pequi, etc. O óleo ajuda a dar um gosto de pequi no arroz pra nós que moramos longe. Me mandaram um uma vez, mas ele “congelou” em Curitiba em temperatura ambiente de verão, fora da geladeira. 😂😂😂😂 Eu tinha de deixar a garrafa no sol todo dia pra usar um nadinha que derretia.

Um lugar bem bonito de ir também é a lagoa da Pampulha, que fica no caminho entre o aeroporto e o centro da cidade.

E se você tiver bons contatos ou alugar um carro, passeios pelas fazendas da região podem render fotos belíssimas. Eu, particularmente, amo as imagens do cerrado. Claro que é lindo ver vegetação verdinha como aqui no sul, mas a paisagem do cerrado é única.

A arquitetura local também me encanta. A catedral é uma igreja belíssima. As casas mais antigas no centro, nas proximidades da igreja matriz, na rua João Pinheiro, onde minha avó paterna morou por muitos anos, rua bocaiúva… e pra dar um contraste, um passeio pelos bairros São Luiz, Melo e Todos os Santos (eu incluiria o Ibituruna também, se tiver ânimo), com casas mais modernas e algumas belíssimas.

Uberlândia, por sua vez, está mais acostumada com turismo de negócios. A cidade é melhor estruturada para receber turistas e recebe mais vôos comerciais diariamente. A estrada que liga a cidade a São Paulo também é bem decente, de modo que chegar por via terrestre é relativamente tranquilo.

Na gastronomia o que mais me chama atenção em Uberlândia são as pamonhas. Em Montes Claros eu só conhecia pamonhas doces e sem recheio. Em Uberlândia e em todo o triângulo mineiro, até Patos de Minas, tem pamonhas salgadas e recheadas com queijo, calabresa e mais o que a criatividade mandar. 😋

Nos tempos da faculdade os lugares interessantes de sair pra balada estavam no centro e era bem seguro andar pelo centro. Morei perto do terminal central e algumas vezes voltei da balada, no outro extremo do centro, a pé com minhas amigas e era bastante seguro. Não posso garantir que continua assim. Lá se vão vinte anos.

”No meu tempo” a cidade só tinha um shopping que dê pra chamar de shopping: o Center Shopping.

E tem o parque do Sabiá (que eu nunca fui). E restaurantes/bares tem alguns bons em vários pontos da cidade.

O sistema de transporte público da cidade é integrado e é melhor que o de Curitiba, principalmente por ter um terminal central e pela forma que o terminal central funciona (você pode deixar o terminal por até meia hora sem pagar outra passagem). Não sei se vale o mesmo nos outros terminais da cidade.

Porto Alegre é uma cidade que não recomendo visitar no verão. Nem os porto-alegrenses ficam na capital em janeiro. Vão todos pro litoral porque a cidade fica insuportável de quente! Eu recomendaria fugir para a serra gaúcha no verão. Pouca gente, porque é fora de temporada, e uma temperatura super agradável. Mas é uma cidade muito bonita, com parques que valem a visita como o Parcão e o parque da Redenção (vá neste num domingo, dia de brique. Fica cheio de gente pelo parque e tem barraquinhas de artesanato e de comida na rua em frente ao arco). O churrasco gaúcho é muito famoso. Eu não sou super de carne bovina, então minha opinião a respeito não conta tanto, mas ruim não é. Na região tem também os galetos. Eu não sei explicar isso, nunca comi. Minha experiência gastronômica em Porto foi de comer filés de um restaurante muito bom perto de casa, acarajés no brique, e pizzas. No mais, geralmente eu fazia comida em casa.

Ver o pôr do sol no gasômetro é obrigatório. Também na região central tem a casa de cultura Mario Quintana, o mercado municipal e a “rua mais bonita do mundo” (rua Gonçalo de Carvalho), no bairro Independência.

As regiões mais “turísticas” da cidade, creio, são duas. A Cidade Baixa, que tem muitos bares e o famoso bar Opinião, onde, “no meu tempo” aconteciam todos os shows internacionais de metal, menos o festival Live’n’louder, que foi no Gigantinho. O bairro também fica bem perto dos estádios do Grêmio e do Inter. O perfil dos bares locais é bem boteco pra estudante, boteco “pé sujo” e alguns bares mais alternativos. E tem a outra região, pra quem quer uma coisa mais burguesinha, que é a região do bairro Moinhos de Vento, onde está a maioria dos bons hotéis e bons restaurantes na capital. Cada um dos 2 parques que mencionei fica nas vizinhanças de um desses bairros.

Em Curitiba, dá pra pegar o ônibus turismo e visitar os principais pontos turísticos da cidade. Dos pontos no roteiro do ônibus turismo meus preferidos são o parque barigui, a torre do mirante (torre da Oi) que fica ali pertinho e tem uma vista linda da cidade e o jardim botânico.

Um ponto bonitinho e que vale a visita fora da rota do ônibus turismo é a praça do Japão. E vale também passear pelo largo da ordem, onde tinha uma feirinha de artesanato no domingo de manhã. Inclua também um passeio pelos museus, como o museu Oscar Niemeyer, conhecido como museu do olho; museu Guido Viaro e um museu vermelho que fica no início da rua Des. Wesphalen, no centro. Os dois últimos são sempre gratuitos. O Niemeyer é pago, mas tem um dia gratuito.

A maioria dos bons restaurantes estão nos bairros Batel, Água verde e Bigorrilho (também chamado Champagnat). A maioria dos hotéis bons estão no Batel. O prato típico da região é o barreado, uma carne cozida desfiada com farinha, muuuito sem graça (pro meu gosto, que prefiro comidas mais temperadas e ricas em sabores).

O sistema de transporte público é muito bom e integrado. Uma vez tentei visitar os principais pontos turísticos da cidade pegando ônibus normal, mas não recomendo, pois em um dos trechos tivemos de pegar um “Interbairros” que deu uma volta imensa pra chegar onde queríamos.


Nycka, the Nomad

Tuesday, 29 September 2020

🇧🇷 Comunicado a empresas e municípios

Vamos falar de turismo, mas hoje quero falar com os governantes, empresários e gestores, principalmente do Brasil, mas também de outros lugares. E não é só com gestores de agências de viagem, hotéis e restaurantes. É com todo tipo de empresário e gestor, de preferência os que têm a mente aberta para fazer algo diferente do que todo mundo faz. Porque a maioria das empresas B2C com alto nível de qualidade e originalidade pode ser beneficiada pela proposta deste blog.

Este blog começou com o propósito de encorajar as pessoas a mudarem de cidade, a buscar novas experiências e novas visões de mundo. Por meses busquei patrocínios de empresas e secretarias de turismo, recebendo apenas descaso como resposta na maioria dos casos. E alguns “agora não, mas no futuro talvez”. Com a pandemia, e sem patrocínios, tive de voltar a oferecer serviços de consultoria e eu não quero ficar limitada a isso. Eu quero que este blog trate do que ele nasceu para tratar, e que eu possa dedicar-me 100% a ele.

O turismo tem uma coisa importante em comum com a moda, que é a área onde atuei por mais tempo. Existem destinos turísticos “clássicos”, que são muito procurados em qualquer época, como aquela calça jeans de corte perfeito, que podemos usar em quase todas as ocasiões de lazer. Existem também os trajes formais, apropriados para líderes no ambiente profissional, entre outras ocasiões. Como os destinos de turismo de negócios. E outros que são as tendências do momento. E essas tendências são criadas através de estratégias bem pensadas. Se você está lendo este texto, achou a pessoa certa para criar tendências de viagem, migração e consumo. Porque é o que eu quero fazer.

Desde ontem me cadastrei no Ko-Fi e editei parte dos textos anteriores convidando os leitores a me pagarem um café por lá, como um dos recursos para eu poder dedicar mais tempo ao blog.

O tipo de conteúdo que eu tinha em mente quando criei este blog alia minhas habilidades em criar conteúdo com o interesse e apoio financeiro de empresas de cidades de diferentes portes e países, de modo que eu possa, com apoio dessas empresas, visitar as cidades e criar conteúdo que estimule as pessoas a conhecê-las. As empresas apoiadoras não precisam ser ligadas ao turismo. Podem ser, por exemplo, empresas que tenham interesse em atrair colaboradores com uma visão diferente, gente que vive em outros lugares e está disposta a se mudar para trabalhar, gente que possa trazer novos ares à empresa. Ou aquelas que queiram valorizar as qualidades da cidade onde estão sediadas. Ou ainda empresas que simplesmente queiram promover seus produtos e serviços para gente de todo o mundo. Mesmo que sua produção seja limitada. Desde que tenha um bom padrão de qualidade, porque eu sou razoavelmente fresca. Basta ler a frase no topo do blog.

Uma grande barreira que percebo no Brasil é que muita gente nasce, cresce e morre morando na mesma cidade, ou no muito sai pra fazer faculdade ou um intercâmbio e volta. Sai de onde nasceu já com intenção de voltar. E isso gera uma visão de mundo muito estreita. Não se ofenda. Me refiro a, por exemplo, ao pensar em turismo associar a imagens fantásticas de cartão postal de lugares muito diferentes daquele onde elas vivem. E a visão que tenho, tendo morado em 4 cidades diferentes, de 3 estados, e conhecido inúmeras outras, é a de que qualquer lugar pode ser muito atrativo para o turismo e para gente como eu que está aberta a conhecer culturas diferentes, se houver um pouco de interesse dos empresários locais. O interesse nem precisa começar no prefeito ou no secretário de turismo. Muitas cidades são tão descrentes em seu potencial que sequer têm uma secretaria de turismo. Ou têm a função acumulada com outros temas. Se a iniciativa parte dos empresários e gestores, a realidade também muda. Então em vez de esperar, veja esta oportunidade que se apresenta agora em sua vida e tome uma atitude.

No caso dos candidatos a prefeito e vereador, a oportunidade também é para vocês, para que incluam o turismo e a atração de empreendedores nos seus planos de governo e podem promover suas candidaturas através de patrocínios a este blog, mostrando real interesse pelo tema.

O convite também é válido para fazendeiros que estejam abertos à possibilidade de trabalhar com turismo rural e ecológico em vez de apenas vender carne e leite. Meu pai era fazendeiro e sei que muitos fazem isso a vida toda, e nunca imaginaram fazer algo diferente. Então eu imagino por vocês. E posso oferecer consultoria para reformular seu modelo de negócio, se quiser, pois sei que o valor de commodities como leite no mercado é baixo e existem N formas de incrementar os lucros de uma fazenda.

Eu estou escrevendo isso para que em vez de depender apenas de eu ir atrás de empresas e governantes, vocês também possam entender o propósito principal deste blog e fazer contato comigo para trabalharmos juntos.

Este blog sozinho teve um crescimento de 209,21% na audiência em agosto, comparado ao mês de julho. Tenho leitores de todo o mundo. Prova disso é que os textos mais lidos são, na maioria, textos em inglês. Então, é bom ter no mínimo interesse de preparar sua empresa ou sua cidade para esse turismo global. A lista dos textos mais lidos está visível na barra lateral do blog.

É mais simples eu tornar a informação pública para atrair gente com uma mentalidade aberta às possibilidades que ofereço através dos meus canais de mídia do que ficar indo atrás e escrevendo textos específicos que muitas vezes são tratados com descaso por gente de visão realmente estreita, como já foram. Não vou dizer como pretendo criar os conteúdos patrocinados, pois cada lugar é único e quero ressaltar as belezas e qualidades das cidades onde eu tiver patrocinadores, desde que eu encontre tais qualidades ali (o que é bem fácil, na maioria dos casos). E também quero promover produtos, serviços e experiências relacionadas a esse estilo de vida. Nem se eu prospectar diretamente alguma empresa para um projeto específico que eu tenha em mente eu abro a informação exata do que tenho em mente, por proteção ao meu trabalho. Meu foco é em gerar conteúdo original e de qualidade para um nicho específico de gente aberta a novas experiências na vida e ser reconhecida por isso. Empresários e gestores interessados, agora que o mundo está normalizando suas atividades novamente, vamos trabalhar juntos. E quem é apenas leitor, alguém sem poder de decisão Em empresas e governos, pode falar com os gestores de empresas de sua cidade sobre meu trabalho, e também me pagar um café no Ko-Fi (vide botão na barra lateral), para contribuir para que eu possa me dedicar integralmente a esta atividade.



Nycka, the Nomad

Saturday, 19 September 2020

🇧🇷 Viagens de férias

Eu sei que não é época de férias para a maioria, mas estou a fim de falar sobre isso e muita gente, principalmente empreendedores, profissionais liberais e freelancers tiram férias quando querem. E nada impede que você leia agora e comece a planejar suas próximas férias, ainda que mal tenha voltado das últimas.

Que destinos são mais interessantes? Depende do interesse de cada um. Eu gosto de viagens com ênfase cultural. Gosto de curtir praia de bobeira de vez em quando, mas entre um lugar de praia que é só praia e eventualmente atividades num resort e um com opções culturais, de conhecer a história do lugar e outras peculiaridades, eu prefiro a segunda opção. E iria fácil pra lugares sem praia ou férias de inverno com essa ênfase cultural (e gastronômica 😋).

Teoricamente, todo lugar teria algum aspecto cultural e histórico a apresentar. Na prática, muitos governos focam tanto em outras coisas, como as praias, que é como se não tivessem. E, claro, o tipo de aspecto cultural também importa, o que cria a relevância daquilo pra cada um.

Eu sou fascinada por um perfil de arte que é comum na Europa. Meu interesse em outras regiões é baixo. Pra férias longas, de um mês, eu iria pra lá. Itália, Armênia, Holanda, Estônia, Noruega, Irlanda, Escócia, Grécia… De brinde umas paisagens incríveis. Eu faria Escócia e Irlanda de carro ou moto rindo de orelha a orelha por essa parte das belezas naturais.

Para quem caiu aqui no blog de paraquedas vou lembrar que sou brasileira. E já conheci a maior parte dos lugares no Brasil que me despertam interesse. Para leitores estrangeiros ou brasileiros pouco habituados a viajar pelo país eu sugiro uma viagem pelo Brasil em férias longas. Passando por várias regiões, acessando facetas variadas desse país tão bonito para perceber contrastes e toda a riqueza cultural que temos aqui.

Sabe o filme “Velozes e Furiosos 5” (Fast 5)? Tem muitas cenas que supostamente aconteciam no Brasil, mas os cenários não eram brasileiros. Muitos filmes brasileiros, por sua vez, têm uma tendência ridícula de mostrar o lado pobre e feio do país. Eu detesto isso, pois cria uns paradigmas bem ridículos em relação ao país. E eu prefiro observar o que é bonito.

Pra férias mais curtas eu pensaria em Nova Zelândia, Colômbia, Vietnã, Japão, México, Egito/Marrocos…

Também levo em consideração se é tranquilo ir para um lugar com cães e gatos ou se dá trabalho demais. Tanto do ponto de vista de autorização para o animal entrar no país como na disponibilidade de hotéis onde eu possa me hospedar com os meus sem me preocupar em arrumar arranhador, potinhos e outras necessidades básicas. E sem regras esdrúxulas. Aceitar pets requer preparo para um atendimento super personalizado. Nesse ponto devo avisar aos leitores que o Brasil tem uma estrutura péssima. Nas capitais é possível encontrar creches para animais e pet sitters. Assim você pode terceirizar os cuidados com seu pet. Existem alguns hotéis que aceitam cães, mas muitos têm regras absurdas. Ainda não achei um bom hotel para viajar com gato no país.

Se está pensando em viajar pelo Brasil e quer algumas dicas, assine meu canal no Patreon e participe das sessões semanais de perguntas e respostas. E siga meus perfis nas redes sociais, pois às vezes aviso das sessões pelos stories.

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Nycka, the nomad


Saturday, 29 August 2020

🇧🇷 Dicas para ir à praia no Brasil

É verão no hemisfério norte e aqui em Curitiba está fazendo calor hoje e nem parece que dias atrás chegou a nevar no sul do Brasil. Certamente em muitas partes do mundo o tempo também está convidativo para ir à praia ou piscina. Então vamos falar de como ir à praia ou à piscina no Brasil, e se você vive em outro país e quer comentar como funciona aí, seu comentário é bem vindo. Se você mora em outro país, o Brasil tem muitas praias espetaculares, que valem uma visita.

Vamos começar com a escolha dos trajes de banho.

Para homens, alguns usam bermudas de nylon, mas eu acho isso horroroso porque a gente pega sol e com essas bermudas a pessoa vai ficar com coxas brancas e pernas bronzeadas. E... ok, no dia a dia raramente vemos homens com shorts mais curtos, mas de qualquer forma alguém vai ver essa imagem pavorosa em algum momento. Nos poupem desse tipo de visão do inferno e usem sungas. Quanto menores as marcas de sol, melhor.

Boa parte das mulheres no Brasil, e eu me incluo entre elas, quer pegar sol sem deixar marcas visíveis do bronzeado. Existem mulheres que fazem muita questão de ter marcas de biquíni visíveis, mas geralmente são mulheres vulgares de classes sociais inferiores. Eu sugiro ter ao menos dois biquínis de modelos diferentes para alternar, de modo a não ficar marca forte de nenhum. Uma calcinha pequena e baixa e dois tops pequenos de alças finas ou sem alça também é uma boa opção. Entendo que, por exemplo, biquínis de alças finas ou sem alças são inapropriados para quem tem seios grandes, que precisam de sustentação. Espero que você também tenha alguma consciência do seu corpo e procure biquínis apropriados para ele.

Nos pés, chinelos. Também aqui é bom ter ao menos dois modelos diferentes, de preferência com tiras bem finas, para não ficar com marcas fortes nos pés. E não use maquiagem. 

Nunca tentei usar bloqueador solar, mas me parece uma boa opção para manter a pele com uma cor mais uniforme. Não sei o efeito dele em peles que pegam cor fácil, como a minha. Mas qualquer hora vou testar.

Nunca viajei para o litoral sozinha. Possivelmente se fosse eu iria procurar um hotel de frente para o mar ou com praia particular e deixaria todos os meus pertences no quarto, indo para a praia só com o biquíni e chinelo, sem nada que me atrapalhasse de entrar na água. 

Indo em grupo, uma bolsa com protetor solar, toalha, óculos, um chapéu e algum dinheiro ou cartão é uma boa ideia. Uma canga ou shorts para ir a um restaurante ou sair depois da praia também é muito útil. No Brasil é comum vermos vendedores ambulantes na praia oferecendo uma diversidade de produtos, e ter dinheiro à mão facilita para as compras por impulso de tais produtos. Existem também quiosques e restaurantes nas praias ou próximo a elas, nas cidades litorâneas melhor estruturadas para receber turistas, e uma boa estrutura de negócios que possam suprir as necessidades de um turista. Mesmo os trajes de banho você pode comprar nessas cidades, se desejar. Mas existem destinos litorâneos sem tais facilidades, então verifique antes de preparar as malas.

No caso dos clubes, muitos aceitam visitantes. É bom verificar se os clubes da cidade que pretende visitar aceitam visitantes e como ter acesso a eles. As dicas de como se vestir são as mesmas. Vale verificar a estrutura de cada clube, caso vá sozinho, para ver se tem armários com chave para você deixar suas coisas enquanto desfruta da estrutura local (piscinas, quadras esportivas, sauna, etc).

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Wednesday, 19 August 2020

🇧🇷 Encontrando o Epica

Algumas histórias de nossa vida existem para serem compartilhadas com nossos netos e outras pessoas. Esta parece coisa de filme, mas vivi isso há alguns anos.

Fui de Porto Alegre para Curitiba para ver um show de uma banda holandesa chamada Epica com uma amiga. Isso foi em 2005. No ônibus, encontramos três caras que deveriam ir ao mesmo show. Chegamos na cidade por volta das 18h, íamos para o local do show e a ideia era pegar o primeiro ônibus na manhã seguinte.

Quando o show acabou, faltando várias horas para pegarmos o ônibus para ir para casa, minha amiga me perguntou o que fazer. Eu sugeri seguirmos a van que está transportando o grupo de táxi. Ela olhou para mim como se eu fosse louca. 😁 Quando a van começou a sair do estacionamento, vi um táxi do lado de fora. Nossa oportunidade de fazer exatamente o que eu disse.  Conversei com minha amiga, pegamos o táxi e pedimos para seguir a van. Os meninos do ônibus estavam conosco. O motorista da van percebeu depois de um tempo que o estávamos seguindo. E ele tentou nos enganar. Mas o taxista foi muito bom e nos disse “não se preocupem porque só tem um hotel nessa direção”. E fomos para aquele hotel sem nunca perder de vista a van. Chegamos juntos. Conversamos com os músicos, pegamos autógrafos e tiramos fotos. Ficamos no hall do hotel a noite toda. Dormimos no sofá. De manhã, encontramos os músicos novamente. À noite eu não tinha visto o baixista. Meu cabelo era ruivo naquela época. De manhã, depois que ele tomou um café, ele foi para o corredor, ele me viu, tiramos uma foto. Os outros também nos viram e a cantora Simone, uma menina linda, ficou assustada e surpresa ao saber que ficamos ali a noite toda. Ela é uma das pessoas famosas mais doces que já tive oportunidade de conhecer.

Depois de um tempo, saímos para pegar o ônibus e voltar para casa.

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Nycka, the Nomad

🇧🇷 Conhecendo artistas - Parte 1

Muita gente tem curiosidade sobre como é conhecer famosos e artistas, então vou contar um pouco das minhas muitas experiências aqui. Hoje vou contar experiências de quando eu morava em Uberlândia.

Primeiro, um dia eu estava num pub local com uma amiga e depois de horas dançando resolvemos sentar. Ela quis saber as horas e naquele tempo (1999) eu ainda não tinha celular. Olhei em volta e vi um braço masculino com relógio perto de nós. Chamei o homem para perguntar as horas e era o Fernando Pires, do Só para Contrariar, banda de pagode da cidade que era sucesso nacional na época. Ele foi simpático, mas ironizou a pergunta querendo saber se estava na hora da gente dormir. Nosso contato não passou disso. Voltei a falar com minha amiga e continuamos na festa por mais algumas horas.

Tempos depois tive a oportunidade de conhecer o Shaman, banda brasileira de metal, na época do lançamento de seu primeiro álbum, Ritual, com outros membros do fã-clube da banda em Belo Horizonte e em São José do Rio Preto. Viajei para ver o mesmo show 3 vezes! A primeira vez em Uberlândia. Não foi exatamente o mesmo show porque em Belo Horizonte teve participação do Marcus Vianna (violinista) e em São José do Rio Preto a abertura foi feita pelo Shadowside, que é uma boa banda nacional de metal. Em nenhuma das ocasiões falei com o Ricardo Confessori. 🙁 Mas os irmãos Mariutti são muito simpáticos e o André foi bastante profissional ao nos atender.

Apesar de ter morado perto do hotel onde geralmente músicos de fora ficavam hospedados na cidade (o Parthenon, que hoje não sei o que é), quem ficava ali eram geralmente músicos de bandas pop e eu não sou super fã de nenhuma banda pop para ir atrás. Então minhas experiências com artistas famosos entre 1999 e 2003 se resumiram a essas.

Siga o blog para conhecer as histórias de 2004 em diante. Já contei antes, mas apenas em italiano, a história de como conheci o Epica. Vou contar em inglês e português nesta semana porque é uma das minhas histórias preferidas.

Contribua para meus textos relacionados à música serem ainda melhores pagando-me um café (https://ko-fi.com/nycka). Patrocínios também são bem vindos. E siga-me nas redes sociais, que essa história do Epica, por exemplo, já contei por lá, e por isso acabei escrevendo aqui só em italiano, mas teve gente que me perguntou como é a Simone Simons esta semana então o próximo texto é sobre isso.


Nycka, the Nomad

Tuesday, 18 August 2020

🇧🇷 Viagens para lugares mais frios

Como quem vive num lugar quente pode preparar-se para viver num lugar frio ou viajar para um lugar frio?

Ok, é verão no hemisfério norte, e talvez por isso mesmo eu deva escrever sobre isso hoje. E também pelo alerta de possibilidade de neve no sul do Brasil nesta semana.

Eu nasci numa cidade onde as pessoas usam roupas de inverno quando a temperatura ambiente está perto dos 20°C. Em Curitiba, a capital mais fria do Brasil, essa é uma temperatura normal de verão. É, meus caros leitores estrangeiros, nem todo o Brasil é aquele país tropical que muitos imaginam. Aqui no sul é bem diferente. Em quase tudo, aliás.

Em primeiro lugar, a grande vantagem de mudar para um lugar mais frio é que frio a gente resolve com vestuário adequado. No caso de brasileiros indo para países onde a neve é um fenômeno normal no inverno, recomendo levar algumas poucas peças de inverno de alta qualidade se for mudar no inverno. Só o suficiente pra sair de casa sem congelar para comprar roupas mais apropriadas nas melhores lojas locais. Nada de fast fashion! Comprar online de lojas do país onde vai morar vários meses antes de viajar pode ser outra opção se a viagem for planejada. Nunca tentei até hoje. Se puder mudar em outra estação, é uma escolha sensata pela questão da adaptação da temperatura. As temperaturas em Curitiba na primavera e no outono são muito parecidas com as de vários países europeus. O verão finlandês não difere muito do daqui, mas como no verão lá estamos no inverno aqui, alguma diferença seria percebida ao mudar nessas estações. E mais diferença ainda seria percebida por quem mora em regiões onde as temperaturas estão acima dos 20°C o ano todo.

Para destinos mais frios sem neve, bons tricôs e outros bons casacos nacionais resolvem bem. De qualquer forma, é proibido economizar com roupas de inverno se quer mesmo se proteger e manter a elegância.

Para quem vai viajar por turismo ou trabalho e vai no inverno, sugiro, se possível, chegar alguns dias antes para ter tempo de adaptar-se ao frio. Foi o que fiz quando saí de Uberlândia para visitar Gramado pela primeira vez. De fato, foi minha única viagem de um lugar quente para um lugar frio, que não fosse só voltar para casa. Já fiz viagens de Curitiba para cidades quentes como Recife, Fortaleza e o Rio de Janeiro sem problemas de adaptação climática. Por isso nem escrevo sobre como é a adaptação de um lugar frio para um lugar quente.

Então, se viajar para lugares frios está nos seus planos, invista em roupas de inverno de qualidade de marcas de países onde o inverno é mais rigoroso. E se possível reserve tempo para adaptar-se ao clima. Se vai estudar na Noruega, por exemplo, e as aulas começam em setembro, chegue no começo de agosto ou mesmo antes, para estar razoavelmente habituado quando as aulas começarem. A antecedência é recomendável também se a diferença de temperaturas não é imensa, mas é maior do que você está acostumado.

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Nycka, the nomad. Apaixonada por roupas de inverno desde os anos 90

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