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🇬🇧 Cultural nomadism - a lifestyle

We can move from a place to another for various reasons. One of them is to know better other cultures, to become a global citizen. Other is ...

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Wednesday, 26 July 2023

🇧🇷 O que é um(a) modelo plus size

O que é um(a) modelo plus size?

Eu sou Nycka Nunes, nômade digital e cultural, e trabalho como artista visual, fotógrafa fine art e stylist, além de criar conteúdos em várias plataformas (este blog e redes sociais. Links na barra lateral). Trabalho na indústria de moda desde a infância.

Neste texto vou falar especificamente de modelos plus size. Plus size NÃO É, necessariamente, uma pessoa gorda. Por exemplo, eu sempre fui magra e meus quadris medem 102cm. Se eu fosse modelo, com essa medida de quadril eu seria uma modelo plus size. Plus size é uma pessoa que nós podemos identificar mais claramente o tipo físico, se compararmos duas pessoas com a mesma medida de quadril, por exemplo. Basta olhar para a pessoa e temos uma clara noção do tipo físico, que quase sempre se confirma ao tirarmos as medidas dela. Entre as modelos tradicionais é mais difícil identificar isso.

Muita gente vê a Gisele Bündchen como curvilínea, por exemplo, mas se comparar a linha entre a cintura e o quadril dela com a minha, ela é reta como uma régua. Como ao fotografar ela geralmente cria curvas com o corpo, cria essa impressão de ser curvilínea. Alguns truques de estilo também podem causar uma impressão que seu corpo tem uma forma diferente.  

E aí entra o motivo de eu ser muito contrária ao uso de modelos plus size nas passarelas e em fotografias e vídeos de lojas online. Passarela é para mostrar as roupas. Com todos os modelos tendo corpos semelhantes é fácil identificar em quais tipos físicos cada roupa fica bem. Já com a apresentação de tipos físicos diferentes é fácil ver se a roupa veste bem naquela pessoa, mas dificulta para identificar se a mesma roupa vestiria bem em alguém de tipo físico diferente ou até em uma pessoa com o mesmo tipo físico e uma medida diferente de busto, por exemplo (busto não é avaliado para identificar tipo físico. Já expliquei isso com mais detalhes em outro texto).

As marcas que querem mostrar que vestem diferentes tipos físicos deveriam fazê-lo através de campanhas publicitárias e de marketing,  incluindo o trabalho com criadores de conteúdo e excluindo as passarelas. Para ser modelo sem ter as medidas padrão de modelo de passarela já existe a carreira de modelo comercial, que aceita pessoas de diferentes tipos físicos e idades.

Para mais conteúdos, siga meus perfis nas redes sociais.

Para divulgar sua marca para meus seguidores, leia o kit de mídia.


Nycka Nunes


Sunday, 23 July 2023

🇧🇷 Minha relação com meu corpo

Este é um texto sobre minha relação com meu corpo.

Eu sou Nycka Nunes, nômade digital e cultural e trabalho como artista visual, fotógrafa fine art e stylist. Como stylist acredito que estilo pessoal está ligado ao autoconhecimento, à personalidade e ao estilo de vida, e por isso é impossível rotular um estilo pessoal. Além disso, se alguém imita a aparência de outra pessoa isso vai na contramão do desenvolvimento de um estilo pessoal forte.

Eu sempre fui magra. A ponto de, a certa altura, tomar remédio para abrir o apetite. Naquela época eu comia pouco porque a comida na casa da minha avó materna, onde eu morava, era feia e ruim. Felizmente, na casa da outra avó a comida era sempre muito saborosa.

Hoje em dia eu procuro me alimentar bem, sem exageros, e aprendi a entender muitas das necessidades do meu corpo. 

Eu tenho 1,75m de altura. E desde a adolescência tenho quadris largos, e seios pequenos. E meu tipo físico hoje é ampulheta, porque a medida para tipo físico é dos ombros, não dos seios. Nunca me incomodei com meus seios ou quadris. No início da adolescência era difícil achar biquíni pra comprar porque a maioria das lojas na minha cidade natal só vendiam as duas peças do mesmo tamanho e eu usava top pequeno e calcinha média. Felizmente tinha uma loja que fazia biquínis sob medida. E na vida adulta a diferença deixou de existir.

Por eu ter sofrido bullying por parte de membros da família materna,  ter zero privacidade, e outras atitudes intoleráveis, passei a adolescência me achando feia. Quando alguma amiga da escola falava que algum garoto queria me conhecer eu sempre achava que só podia ser brincadeira. Só fui namorar depois de sair da minha cidade natal. Antes, eu não achava meu corpo feio, e também não me sentia bonita. Hoje entendo que era principalmente porque minhas roupas não eram roupas que eu gostasse e eu também detestava meus cabelos longos. A aparência imposta pela minha família não representava quem eu era.

Na vida adulta continuei sendo magra a maior parte do tempo. Até 2012 meu peso estava sempre em torno dos 58 quilos. Por vestir roupas que refletiam minha personalidade e viver experiências de reforço positivo em relação à minha aparência, fui ganhando autoconfiança.

De 2012 até a pandemia, meu peso variou muito - para mais e para menos - enquanto eu lutava contra os efeitos de uma situação extremamente traumática que vivi, que foi o primeiro passo para eu cortar relações com minha família materna e com todas as pessoas que tentaram me forçar a conviver com aquela gente.

Durante a pandemia, por ter ficado em casa e diminuído muito meu nível de atividade física, engordei mais de vinte quilos no primeiro ano de pandemia. Depois perdi quase todo o peso extra. Nesta semana estou com 64 quilos. Meu corpo está mais “feminino” que quando pesava 58kg. Com 58kg eu podia ter uma imagem andrógina com facilidade. Com 64 meus seios estão maiores. Não muito, mas o suficiente para não ser possível me confundir com um homem. Estou feliz com meu corpo atual. E gosto do corpo andrógino de antes.

Por muito tempo não gostei dos meus olhos caídos. Nos últimos anos fiz as pazes com eles. Meus dedos muito finos e longos também já foram motivo de incômodo. Na adolescência eu mantinha as unhas longas, porque gosto de esmaltes vermelhos ou de cores escuras, e minhas unhas, quando curtas, quase desaparecem pela proporção com o comprimento dos dedos. Também fiz as pazes com isso. A não aceitação dessas partes do corpo era efeito do bullying sofrido. Quando a voz dos meus parentes abusivos morreu na minha cabeça, passei a me ver como uma pessoa bonita em cada detalhe.

A morte dessa voz negativa foi um processo longo que me causou muito sofrimento. Na última etapa, destruiu minha saúde física, e causou impactos na minha aparência, como as mudanças de peso. No momento, a única coisa que preciso mudar são meus dentes, porque é a única parte do meu corpo que reflete o impacto dessa luta interna que venci.

Como crenças limitantes, herdadas de terceiros que não cuidam da própria saúde mental, ou autoimpostas, estão afetando você e te distanciando de cuidar melhor de si? Siga meus perfis nas redes sociais para mais conteúdos que podem te inspirar a se reconstruir e exaltar sua autenticidade.


Nycka Nunes

Sunday, 9 July 2023

🇧🇷 As aparências enganam?

Já ouviu dizer que as aparências enganam? Será que enganam?

Eu sou Nycka, trabalho como stylist, artista visual e fotógrafa fine art. Como stylist, fui pioneira mundial em trabalhar a imagem pessoal como ferramenta de comunicação não verbal.

Certa vez, durante o período de frio em Curitiba, eu saí para trabalhar com um aspecto bem andrógino. Sou alta, magra, tenho cabelos curtos e minha aparência já contribui bastante para o aspecto andrógino, que eventualmente reforço no vestuário.

Depois do trabalho passei no supermercado antes de ir para casa. E, no caminho, como eu estava a pé (estava trabalhando num shopping perto de casa), enquanto aguardava a luz do semáforo ficar verde para pedestres, uma mulher com uma garotinha de uns 5 ou 6 anos parou ao meu lado. A garota perguntou à mãe, olhando pra mim: “é menino ou menina?”. A mãe ficou brava com a criança, e assim que a luz do semáforo ficou verde ela saiu correndo e ralhando com a menina.

Eu não creio que roupas tenham gênero. Com frequência uso calças de corte masculino por serem mais confortáveis. Tenho zero interesse em mudar de gênero. Não creio que meu gênero biológico defina minha personalidade, não me sinto obrigada a ter comportamentos estereotipados como femininos o tempo todo. Creio que todo mundo tem características estereotipadas como masculinas e outras tantas características estereotipadas como femininas, independentemente do gênero. Seguramente a cultura brasileira, e possivelmente outras em todo o mundo, reforça(m) estereótipos. Cabe a cada pessoa, através do processo de autoconhecimento, decidir se aceita se encaixar nos estereótipos ou não. Eu optei, desde que comecei a comprar minhas próprias roupas, a não me vestir para satisfazer os outros. Uso minha aparência como ferramenta de comunicação não verbal e autoexpressão desde os dezoito anos de idade. Como não vivi a fase de vestir-me igual aos meus amigos e pessoas da minha idade na adolescência e já trabalhava com moda, foi fácil seguir esse caminho. Assim, seria fácil e natural para mim responder àquela menina se a mãe não a tivesse levado para bem longe. Não vejo vejo erro, ofensa ou vergonha em perguntar o que ela perguntou. Vejo mais erro em manter a criança num universo de repressão, onde querer entender o outro seja tratado como um erro, onde existe uma guerra entre uma única opção certa e todas as outras são vistas como erradas.

Certamente eu e aquela mãe vivemos em universos diferentes. Por isso ela correu de mim e da situação incômoda (para ela) de permitir à filha conhecer realidades diferentes das que ela estava habituada. E minha aparência pode enganar a ponto de causar dúvida se sou “menino ou menina”, mas não engana em relação a eu viver num universo diferente do de pessoas que acreditam que meninas devem vestir-se com certas opções e meninos estão limitados a outras opções.

Eu não trabalho com imagem pessoal de crianças. Nem mesmo celebridades mirins. Acredito que para desenvolver um estilo pessoal é necessário uma dose de autoconhecimento que crianças não têm, por viverem numa relação de relativa submissão às crenças e valores dos pais, sem autonomia para manifestação de sua individualidade na maioria dos casos. Muitos adultos também não têm autonomia e autoconhecimento suficientes para isso.

Eu sou uma artista, e comportamentos muito convencionais e conservadores não são nada inspiradores. Desenvolvo estilos pessoais muito menos ousados que o meu, mas excesso de medos, limitações e mentalidade conservadora não funcionam dentro do meu trabalho. O cliente tem de ter uma dose de abertura para fazer algo diferente do que tem feito. 

Se você quer desenvolver um estilo pessoal único, siga as instruções na página “Services available”. 


Nycka

Saturday, 8 July 2023

🇧🇷 O “yorkshire grande”

Ontem quando saí para jantar encontrei um casal com um cachorro preto que me lembrou do Hércules, meu último cachorro, mas tinha o corpo mais estreito e o focinho mais longo.

Como eu gosto de cachorro, perguntei se era um lhasa apso, já sabendo que não, mas eu não consegui identificar mentalmente a raça do cachorro, se tinha uma. Ela disse que era um “yorkshire grande”. Expliquei que eu o achei parecido com o meu, que era um lhasa, e também com a raça skye terrier, que é do mesmo grupo do yorkshire (Terrier), mas maior, e é uma raça que eu sempre quis ter e no Brasil nunca encontrei criador. Quando ela falou yorkshire felizmente ela não podia ver meu rosto pois eu brincava com o cachorro, porque não existe yorkshire todo preto e ele era grande demais para ser dessa raça (minha expressão facial entregaria o que eu pensei). Talvez ela tenha comprado como yorkshire, sem pesquisar o padrão da raça (tem criadores que só querem saber do dinheiro, não de respeitar os padrões da raça que criam). Talvez ela disse ser um yorkshire porque é uma raça popular, como o lhasa apso, e ela achou que a desinformada era eu e eu não conheceria a raça do cachorro. 

Eu conheço bastante bem os padrões principais de uma quantidade razoável de raças de cães porque é um tema que sempre gostei de estudar. Assim como temas relacionados à moda, à arte e outros temas que despertam meu interesse desde a infância e outros tantos pelos quais fiquei interessada mais tarde. E creio que vale a pena pagar por cães e gatos de raça quando são de criadores sérios, que respeitam os padrões da raça.

Eu sou Nycka. Trabalho como stylist, artista visual e fotógrafa fine art.  Neste blog falo de estilo de vida, por ser algo relacionado às minhas três atividades profissionais. Falo o mínimo possível sobre trabalho, porque quem quer meu trabalho sabe que precisa e valoriza meu talento e/ou minha experiência. Leia meu perfil no LinkedIn para saber um pouco da minha experiência e formação. Para ter orientação e suporte profissional sobre estilo pessoal, seja para eventos especiais ou para desenvolver um estilo pessoal forte e elegante, agende uma reunião seguindo as instruções na página “Services available”. Para os demais serviços as instruções para contratação também estão lá. Será um prazer fotografar seu cão, com ou sem raça, e criar uma arte que eternize a beleza dele. 


Nycka Nunes

Sunday, 14 May 2023

🇧🇷 Vestir preto faz a pessoa parecer mais magra?

Vestir preto faz a pessoa parecer mais magra?

Eu sou Nycka, expert em cores, formas e texturas como ferramentas de comunicação não verbal, trabalho como stylist, fotógrafa e artista visual e neste texto vou falar dessa crença popular sobre a cor preta.

Se você usar preto dos pés à cabeça não vai parecer mais magro por isso. Talvez sim, em alguns ambientes, se comparar com usar branco da cabeça aos pés, mas existem escolhas mais inteligentes. Num ambiente cercado de cores claras, vestir preto dos pés à cabeça só vai fazer você parecer mais gordo. Como você tem pouco ou nenhum controle sobre as cores do ambiente e tem total controle sobre as cores que veste, é mais inteligente escolher cores, formas e texturas que te valorizem em qualquer ambiente. Como? Contratando meu serviço de stylist.

Existem formas de incluir o preto no visual que causam a ilusão de que você está mais magro, e geralmente podem ser usadas outras cores, quando o preto não favorece a pessoa.

Outro ponto importante é que o preto usado da cabeça aos pés por pessoas que estão acima do peso saudável ou querem disfarçar gordura localizada é que essa escolha grita insegurança, baixa autoestima e falta de orientação qualificada.

Em se tratando de estilo pessoal, seguir o que a maioria faz é uma péssima escolha. Principalmente porque seguir a boiada significa não ter estilo. Mas também porque essas crenças comuns, como a de preto fica bem em todo mundo ou que usar preto da cabeça aos pés vai parecer mais magro são falsas. Jornalistas, blogueiros e influencers não têm o repertório de uma profissional como eu e espalham muita bobagem por falta de conhecimento. E é por isso que você precisa contratar meu serviço de stylist para ter orientação especializada sobre as regras de estilo que valem para o seu perfil. Siga as instruções na página “Services available”.


Nycka


Sunday, 7 May 2023

🇧🇷 Cores masculinas e femininas

“Meninas vestem rosa e meninos vestem azul”. Já ouviu alguém falar isso? Talvez você já tenha dito ou pensado isso. Talvez as cores “masculinas” e “femininas” em seu país sejam outras.

Eu sou a Nycka, stylist expert em cores, formas e texturas como ferramentas de comunicação não verbal. Também uso esse conhecimento no meu trabalho como fotógrafa e artista visual. Neste texto vou falar um pouco sobre essa crença. Existem cores masculinas e femininas? Cores têm gênero?

A psicologia das cores traz perspectivas importantes de serem avaliadas, comprovadas no estudo da arte. Nossa Senhora Aparecida, padroeira do Brasil, usa um manto azul escuro. Ela é ele? Não. Muitas outras figuras religiosas femininas são retratadas vestindo azul em obras de arte, e figuras religiosas masculinas, como Jesus Cristo, são frequentemente pintadas vestindo vermelho.

O azul está psicologicamente relacionado a características chamadas pelas pessoas de pensamento binário como "femininas": calma, pureza, etc. O vermelho, de onde vem o rosa, está ligado às características "masculinas" como agressividade e impetuosidade. Devo destacar que todos nós temos características de personalidade estereotipadas como femininas e masculinas, independentemente de nosso gênero biológico. Ninguém nesse mundo tem, naturalmente, apenas características “femininas” ou somente características “masculinas”. Se alguém se encaixa 100% nesses estereótipos é por resultado de como a pessoa foi criada, reprimindo muitas de suas características naturais. O símbolo oriental de yin-yang representa bem isso. Pessoas saudáveis têm características de personalidade “masculinas” e “femininas” em equilíbrio.

As imagens artísticas mais famosas de Jesus retratam um homem de cabelos longos usando uma túnica. Nunca vi uma imagem de Jesus usando calças. E digo isso porque a ideia de que saias são uma peça exclusiva do guarda-roupa feminino também é uma construção social. Roupas não têm gênero. Cores não têm gênero. Comportamentos não têm gênero. E também não existe corte de cabelo masculino ou feminino. No caso das roupas, existem pequenas diferenças na modelagem masculina e feminina para melhor ajuste às formas do corpo de homens e mulheres. O que não proíbe ninguém de vestir as roupas feitas com a modelagem do outro gênero. E existem inúmeras pessoas que entendem isso. Um exemplo claro são os desfiles de outono/inverno 2023/24 masculinos que comentei aqui no site. Todos eles tinham saias e outras peças comumente associadas ao guarda-roupa feminino.

A sociedade está mais envolvida no processo de autoconhecimento e amadurecimento emocional e isso gera maior interesse por uma imagem pessoal autêntica, desenvolvida com orientação profissional especializada. Para ter acesso a isso, agende uma reunião seguindo as instruções na página “Services available”. Use a ferramenta de tradução se necessário.


Nycka

Tuesday, 17 May 2022

🇧🇷 O que vestir no Brasil no inverno

Se você tem planos de morar no Brasil ou visitar, este texto tem dicas de como escolher o que vestir no país no inverno que está começando. Embora o inverno só comece oficialmente no fim de junho, no Brasil a época mais fria tende a ser de maio a agosto. As dicas também são úteis para brasileiros que planejem viajar ou mudar para outra cidade do país.

Por ter dimensões continentais, o clima não é o mesmo em todo o Brasil. Não espere que todos os lugares que você visitar sejam quentes e ensolarados. As temperaturas em todo o país nessa época estão abaixo dos 30° C. No sul, abaixo dos 20° C (ao menos nas capitais e na serra gaúcha), e você pode experimentar algumas noites de temperaturas negativas em alguns lugares. Hoje em Curitiba as temperaturas estão idênticas às de Estocolmo. Na meia estação (primavera e outono) as temperaturas de Curitiba geralmente são parecidas com as de Estocolmo e Helsinki, diminuindo o impacto da mudança para visitantes suecos e finlandeses. Não que Curitiba seja uma cidade turística. É uma cidade bonita, possivelmente uma das melhores capitais do Brasil para morar, mas em dois dias qualquer turista pode ver tudo de mais interessante (do ponto de vista do turismo) na cidade.

Recomendo que pesquise sobre as temperaturas das cidades que for visitar ou morar antes de viajar. 

Na maior parte do Brasil faz, sim, calor o ano todo, mas quem mora nas regiões quentes sente o inverno porque as temperaturas nessa época caem bastante em relação às temperaturas do verão. A experiência de visitar e morar num lugar é diferente, já falei disso antes, e esta é apenas uma das diferenças. Então, a menos que você venha de um lugar onde faz muito frio o ano todo, você vai precisar de roupas de inverno como suéteres de lã ou casacos de couro e calçados fechados, como botas. Não precisa de casacos de penas ou sapatos de neve. Mas... galochas são uma boa escolha para dias chuvosos. Até onde me lembro, apenas no nordeste chuvas são comuns no inverno, mas sempre existe o risco de chuva em outras regiões. Se você vem de um lugar muito frio, experimente a temperatura local para ver se precisa de roupas de inverno. Se vem como turista, recomendo trazer algumas peças de inverno para evitar problemas e explico isso melhor mais adiante. Se vai para regiões mais frias do país, casacos mais pesados são recomendáveis, principalmente se vem de um lugar quente.

Se for comprar roupas de tricô, quanto menos materiais sintéticos na composição, melhor. Este é um ponto que me faz recomendar ao turista que traga roupas de inverno. Na maioria das lojas brasileiras os tricôs são de baixa qualidade, com muito material sintético na composição, protegem pouco do frio e ficam com aspecto de velhos muito rápido.

Muitos brasileiros, quando viajam para o sul, vindos das regiões mais quentes, vestem inúmeras camadas de roupas. É um erro bobo e que tira a mobilidade. Escolhendo as peças certas é possível vestir-se bem com no máximo 3 camadas de roupas no sul do Brasil e cidades frias em outras regiões. Nas demais partes do país recomendo duas camadas apenas se houver risco de você ficar com calor se usar uma só.

Para orientações personalizadas e para desenvolver seu estilo, contrate meu serviço de personal branding 360°.

Se você é responsável pelo planejamento de comunicação, marketing ou mídia de uma empresa relacionada aos temas tratados neste website, leia nosso kit de mídia para saber como divulgar seus produtos e serviços em nossos canais de mídia.

Este texto, como todos os outros deste website, é protegido por direitos autorais. Sua reprodução ou tradução total ou parcial é proibida. 


Nycka, the Nomad

Monday, 16 May 2022

🇧🇷 A moda liberta

Algumas pessoas pensam que a moda aprisiona. Pela minha experiência, a moda, ou, mais especificamente os cuidados com a imagem pessoal como ferramenta de comunicação não verbal, liberta. E nesse texto eu vou te contar um pouco dos motivos que me fazem pensar assim.

Em primeiro lugar, a moda existe para nos lembrar de evoluir, de seguir adiante, de buscar renovação, novidade. Sempre existe algo novo a ser descoberto, interna e externamente. Ao cuidar da imagem pessoal como ferramenta de comunicação não verbal também olhamos para dentro, para buscar essa renovação lá, através do autoconhecimento.

Outro ponto importante é que quem busca ter estilo de verdade, cuidando da imagem pessoal como ferramenta de comunicação não verbal, valoriza a própria beleza. Em alguns casos as pessoas descobrem essa beleza através desse trabalho de desenvolver um estilo pessoal e cuidar da imagem. Eu sempre digo que se antes de fazer uma cirurgia plástica as pessoas me contratassem como stylist elas, na maioria das vezes, não fariam cirurgia plástica porque entenderiam a relação entre sua aparência e sua personalidade e passariam a ver beleza em várias características físicas pouco comuns. Leia meu texto sobre olhos caídos, disponível em inglês, português e italiano, para entender mais sobre isso. Se você já leu o livro “O retrato de Dorian Gray”, de Oscar Wilde, talvez tenha uma percepção da relação entre aparência e personalidade.

Cuidar da aparência também é útil para acender o otimismo. Seres humanos estão habituados a rituais. O caprichar no visual é um pequeno ritual ligado a situações importantes na vida de qualquer pessoa. Pessoas se vestem melhor para ir a casamentos, formaturas, etc. Na construção de uma marca pessoal forte, usar esse recurso é muito útil.

Ao criar um ritual de avaliar uma vez por ano nosso guarda-roupa, também estamos avaliando como cuidamos do nosso corpo, da nossa mente e de nossos objetivos. Ao fazer isso, em vez de perguntar “será que esse casaco ainda está na moda?” aprenda a perguntar “esse casaco combina com minha personalidade?”. Se você, como eu, busca o desenvolvimento pessoal, sua personalidade evolui com o tempo. As roupas podem acompanhar isso ou não, dependendo do quanto você entende sobre como elas agem como ferramentas de comunicação não verbal, de como escolhe o que comprar, e do quanto você se conhece. Para entender isso melhor, contrate meu serviço de personal branding 360° e siga meus perfis nas redes sociais. Ao contratar o serviço você descobre outras perguntas importantes que você deve fazer a si mesmo ao comprar, descartar ou escolher que roupas e acessórios vai usar para determinado compromisso, entre outras informações preciosas.

Existem inúmeras opções de roupas e acessórios disponíveis no mercado, com diferentes níveis de qualidade. Você tem escolhas. Com orientação profissional fica mais fácil fazer escolhas inteligentes e fazer sua aparência e seu estilo falarem muito bem de você. 

Se você administra uma empresa relacionada aos temas tratados neste site ou cuida do planejamento de mídia de uma cidade ou país interessado em atrair empreendedores, mão de obra qualificada e turismo, leia nosso kit de mídia para saber como anunciar aqui para um público seleto.

Este texto, como todos os outros deste website, é protegido por direitos autorais. Sua reprodução ou tradução total ou parcial é proibida.


Nycka, the Nomad

Saturday, 9 April 2022

🇧🇷 Como não depender de transição capilar para ter seus cabelos com a textura natural

Vamos falar de transição capilar de cacheadas naturais? Minha opinião sobre o tema pode incomodar muita gente devido às suas inseguranças e apegos, mas este é o tema de hoje. E embora possa ser incômodo, eu vou apresentar uma solução que nenhum salão de beleza iria contar pra vocês. Porque custa muito menos e você não tem de andar com cabelos feios nem um único dia. Sugiro que leia até o fim.

Não sei se isso é uma febre em outros países como é no Brasil, mas como é possível que seja uma opção em outros lugares publico o texto também em outros idiomas.

Devo observar que no trabalho de styling minha opinião pessoal não tem valor. Tenho plena consciência de que pessoas são diferentes e não obrigo ninguém a fazer mudanças com as quais elas não se sintam confortáveis. Mas uso este site para apresentar possibilidades para as pessoas, especialmente para ver com mais naturalidade opções menos comuns, para valorizar a beleza única de cada pessoa.

A transição que vou falar hoje é a de mulheres naturalmente cacheadas que alisaram o cabelo no passado e agora, visando voltar à textura natural, fazem mais procedimentos químicos no cabelo e passam um longo período com ele meio liso, meio ondulado, feio de doer. Sim, é feio. Se você consegue se olhar no espelho e se sentir linda com o cabelo nesse estado, seu senso estético é pouco desenvolvido. Eu nunca vi uma única mulher que estivesse linda durante o processo de transição capilar. Mesmo considerando as celebridades.

Meu caminho pra cuidar dos cabelos fica no básico. Se todo mundo cuidasse dos cabelos cortando regularmente as empresas de cosméticos poderiam investir em produtos de qualidade para coisas que realmente importam, não para ajudar gente muito apegada a cabelo a alimentar suas inseguranças.

Antes de falar a solução, devo dizer que esse apego aos cabelos longos, mesmo que isso custe a saúde dos fios, foi aprendido, e pode ser desaprendido. Um bom psicólogo pode ser bem útil para desconstruir essa ideia machista de sua cabeça. Mas existe outro jeito que também vou falar abaixo.

A solução rápida, simples e barata para ter seus cabelos com a textura natural sem precisar de química é cortar bem curto ou raspar. Nenhum salão vai te falar isso porque para eles o procedimento químico é mais lucrativo.

O outro meio de parar de achar que depende de cabelos longos para ser bonita ou feminina é observar quantas celebridades belíssimas têm ou já tiveram cabelos curtos ou raspados. São muitas celebridades lindas com cabelos curtíssimos ou raspados. Alguns exemplos de mulheres lindas que usam frequentemente ou usaram em algum momento de suas carreiras cabelos curtos ou raspados são Halle Berry; Anne Hathaway; Zoe Kravitz; Willow Smith; Cara Delevingne; Charlize Theron; Jada Pinkett Smith; Débora Falabella; Agyness Deyn; Linda Evangelista; Natalie Portman; Kristen Stewart; Michelle Williams; Lupita Nyong’o; Shailene Woodley; Alicia Keys; Milena Toscano; Tilda Swinton; Guilhermina Guinle; Audrey Tautou; Jana Knauer; Elliott Sailors; Ana Paula Arósio; Kate Moss; Madonna; Alessandra Amoroso; Angelina Jolie; Karen Gillan; Demi Moore; Nicole Kidman; Emma Watson; Winona Ryder; Victoria Beckham; Natalie Imbruglia; Marta Bateira; Ruby Rose; Kate Mara; Danai Gurira; Rooney Mara; Kate Hudson; Shannyn Sossamon; Miley Cyrus; Adut Akech; Megan Rapinoe e muitas outras. Agora você tem vários nomes para pesquisar e se inspirar.

O cabelo curto demora a crescer? Não. Cabelos saudáveis e cortados regularmente crescem muito rápido. Sua ansiedade em voltar a ter fios longos pode te iludir e te fazer pensar que demora demais, mas a realidade é que normalmente os cabelos curtos crescem muito mais rápido que os longos porque quem tem cabelos longos geralmente foge da tesoura.

Se quer ficar linda da cabeça aos pés, contrate meu serviço de styling individual na página “Services available”. Também atendo homens.

Se você administra uma empresa relacionada aos temas tratados neste site, leia nosso kit de mídia para divulgar seus produtos e serviços conosco. O kit de mídia também informa os temas que tratamos, se você não souber.

Este conteúdo é protegido por direitos autorais. A reprodução total ou parcial deste texto ou de quaisquer outros deste site é proibida, bem como sua tradução para outros idiomas para publicar em outros sites. Para publicar nossos textos em outros canais de comunicação é necessária autorização específica da autora. Textos originais escritos por mim também são uma opção possível conforme disponibilidade de agenda. Faça contato.


Nycka, the Nomad 

Sunday, 13 March 2022

🇧🇷 Mitos de estilo - a cor preta

Vamos falar de dois mitos de imagem e estilo relacionados à cor preta que são amplamente propagados por quem nunca estudou sobre cores.

Mito 1: Preto combina com tudo.

Verdade 1: Sim, preto combina com tudo. Tudo refere-se a coisas, não a pessoas. O problema surge quando as pessoas distorcem a informação e julgam que combina com TODOS. E aí entra o erro. Preto não é uma cor que fique bem em todo mundo. Não existe nenhum tom de roupas e acessórios que fique bem para todo mundo.

Mito 2: Preto emagrece.

Verdade 2: Usar preto da cabeça aos pés NÃO vai te fazer parecer uma pessoa mais magra, seja em fotografias ou pessoalmente. Existem formas adequadas de usar o preto para obter o efeito visual de diminuir o volume corporal de regiões específicas (diminuir barriga, quadril, etc) e nenhuma delas é em looks monocromáticos.

Se quer saber se preto te valoriza; saber usar as cores como ferramentas de comunicação ao escolher roupas, maquiagem e também as cores e tons dos cabelos; entre outros muitos benefícios de contar com orientação especializada de estilo, agende seu horário de consultoria de estilo pessoal comigo na página “Services available”. O serviço está disponível mundialmente em inglês, português e italiano. A maior parte do trabalho pode ser feita à distância.

Este texto, como todos os outros deste site, é protegido por direitos autorais. Caso veja este conteúdo em outro lugar, denuncie.


Nycka, the Nomad


Wednesday, 26 January 2022

🇧🇷 Reflexões sobre diversidade na moda

Ultimamente fala-se muito em diversidade na moda como se ela não existisse antes. E isso é uma imensa mentira.

Estou na indústria de moda há 40 anos e sempre existiram marcas que fazem roupas sob medida. Na adolescência eu nunca achava biquínis que me servissem em lojas comuns, pois na época eles só vendiam a calcinha e o top juntos, do mesmo tamanho, e eu vestia calcinha de tamanho médio e top de tamanho pequeno. Mas descobri uma loja, lá mesmo em minha cidade natal, uma cidade que passa longe de ser cosmopolita, que fazia biquínis sob medida. Felizmente na vida adulta essa diferença de tamanho deixou de existir e consigo comprar biquínis facilmente. Mas há trinta anos eu conseguia isso. E não é diferente com roupas. Trabalhei em mais de um ateliê que fazia roupas sob medida. Eu mesma trabalhei criando e produzindo roupas sob medida com minha assinatura em vários momentos de minha carreira.

Nunca houve uma imposição de magreza vinda da mídia. Ou qualquer tipo de imposição de “padrão de beleza”. A psicologia explica essa sensação que alguns têm de imposição. Seguramente quem pensa isso sofre pressão de outros meios, como cobranças de familiares, bullying, etc, e passa a prestar atenção e ver como belas e atraentes apenas quem é diferente de você na mídia e fora dela.

Você é capaz de listar dez celebridades com um corpo parecido com o seu? Como tais celebridades são vistas pelo público em geral? Não vale exclusivamente a visão de quem te critica! Use os comentários para compartilhar suas respostas.

A importância de ter assessoria de uma stylist que conhece bem o mercado de moda, a imagem como ferramenta de comunicação, doses de psicologia, entre outros conhecimentos importantes é ter acesso a coisas que você nunca imaginou existir e usar o conhecimento da profissional para valorizar sua beleza única. É ter um mestre para guiar sua jornada nesse universo de estilo e comunicação não verbal. E mestres são importantes no processo de aprimoramento. No caso de pessoas públicas, isso é ainda mais importante para que o que você diz não caia em contradição com a sua aparência causando ruído de comunicação, entre outros pontos que podem variar dependendo da profissão da pessoa. O meu trabalho de imagem é totalmente personalizado, sem dizer que seu estilo tem esse ou aquele nome, por isso raramente publico dicas relacionadas ao tema aqui, pois a experiência me fez perceber que as pessoas com menos experiência que eu no mercado ou as que não estão profissionalmente ligadas à indústria de moda interpretam de forma errada esse tipo de informação. Só compartilho mesmo o que é aplicável para qualquer pessoa ou a grupos específicos, coisas com menos risco de serem deturpadas pela ignorância. E que só serão deturpadas por pessoas que não são público-alvo desta revista.

Para contratar meu serviço de stylist visite a página do serviço neste site e siga as instruções. O serviço tem variações para atender empresas.

Empresas interessadas em anunciar na revista devem ler o kit de mídia e seguir as instruções ali contidas.


Nycka, the Nomad


Copyright: Nycka, the Nomad

Thursday, 21 October 2021

🇧🇷 A falácia da gordofobia na moda

Eu já falei aqui dos motivos para os modelos de desfiles de moda serem, tradicionalmente, altos e magros. A mídia vem espalhando desinformação de forma vergonhosa, e vou explicar hoje a grande mentira da gordofobia na moda. Mentira porque quem sustenta que isso existe nunca deve ter estudado modelagem e ampliação de moldes, pra ficar só num ponto que já daria muita clareza sobre a realidade.

Como já falei no outro texto, quanto maior o tamanho que a pessoa veste, maiores as diferenças entre tipos físicos. Por isso, mesmo as modelos plus size que vemos atualmente nos desfiles de moda de grandes marcas são mulheres com tipo físico retangular ou ampulheta larga. Mulheres sem barriga proeminente. Nem toda pessoa gorda que usar as mesmas peças que elas usaram nos desfiles vai ter o mesmo resultado. E eu nem vou tratar das diferenças de coloração pessoal aqui. É só um artigo da revista, não uma tese de mestrado.

A moda nunca foi preconceituosa com tamanhos. Existe, claro, o público-alvo de cada marca. Algumas roupas não ficam bem em quem é obeso. Algumas não ficam bem em ninguém com gordurinhas localizadas. Algumas não servem pra mulheres com busto grande e outras ficam horríveis nas que têm busto pequeno. Algumas peças vestem melhor em pessoas baixas e outras só ficam bem em pessoas altas. E assim por diante. Sempre existe uma variedade de opções que ficam bem para diferentes tipos físicos. É preciso bom senso e/ ou uma boa stylist pra saber o que evitar e o que comprar.

Muitas marcas produzem roupas sob medida, justamente pela consciência das diferenças de tipos físicos. Claro que roupas sob medida são mais caras. Elas são feitas pra vestir perfeitamente o SEU corpo. Eu tenho várias peças feitas sob medida e garanto que normalmente valem cada centavo. Não falo de peças feitas por costureiras de bairro, que não entendem o universo da moda e não criam nada de relevante. O que recomendo está acima disso.

A grande questão é: só investe em roupas sob medida quem tem uma autoestima razoável. O mesmo vale para investir para ter uma boa stylist. Quem não se considera merecedor do melhor fica esperando as marcas baratas fazerem roupas em tamanhos grandes. Se o caimento de marcas baratas em pessoas magras já é horrível, em pessoas gordas tenderia a ser muito pior. Modelagem de tamanhos grandes não é uma coisa que qualquer um domine.

Quer se vestir bem sem ter de fazer regime ou cirurgia pra ter um peso adequado para a sua altura? O caminho é pagar o preço para ter uma boa stylist e roupas feitas sob medida por profissionais competentes na produção de roupas de tamanhos grandes. Aliás, esse é o melhor caminho pra qualquer pessoa, independente de altura, peso ou de que parte do mundo a pessoa mora.


Nycka, the Nomad


Friday, 3 September 2021

🇧🇷 Fotografia e redes sociais

Oi!

Eu estava aqui pensando sobre fotografia, enquanto fazia contatos para colocar em prática algumas ideias que tenho para novembro, e gostaria de compartilhar algumas ideias sobre isso e a ideia ridícula sobre "padrões de beleza" que muitas pessoas têm.

Estudei publicidade e fotografia fazia parte do currículo. Mais do que isso, passei alguns anos trabalhando como fotógrafa voluntária para uma ONG.

Normalmente não edito as fotos que tiro. Prefiro fazer o melhor que posso com luz e maquiagem adequadas. Obviamente, para muitas pessoas isso não é suficiente. Para modelos, geralmente é.

Se você comparar uma foto em uma revista com seu rosto no espelho, deve saber algumas coisas sobre o que faz com que a maioria das modelos e pessoas públicas tenham essa aparência:

    • Eles cuidam do que comem. Eles comem de forma saudável;
    • Eles bebem bastante água. Ter uma boa aparência é importante para a maioria deles;
    • Cuidam da pele quando se alimentar de maneira adequada e beber bastante água não é o suficiente. Um bom dermatologista e bons produtos fazem parte de sua rotina;
    • Para fotos, eles costumam usar boas marcas de maquiagem (a diferença em relação a zero maquiagem ou maquiagem barata é enorme);
    • Um bom fotógrafo faz o melhor que pode com a luz. A luz adequada faz milagres para uma foto.
    • Obviamente uma foto foi tirada de uma distância maior do que aquela que você se vê no espelho, criticando cada poro e cada sarda.

Quase escrevi que cuidam do cabelo, e isso é verdade para muitos, mas geralmente as mulheres apegadas ao cabelo comprido pulam este ponto. Elas preferem ter cabelos longos do que cabelos saudáveis. Qualquer pessoa que tenha usado cabelo curto e tenha um olho observador pode notar como o cabelo cresce rápido quando cortado adequadamente em intervalos curtos. Para manter o meu curto, corto um pouco a cada duas semanas. Cortar uma vez por mês ou uma vez a cada dois meses faria com que crescesse saudável.

Dito isso, se você quer se comparar com alguma celebridade, primeiro deve ter um estilo de vida semelhante. Se quiser saber mais sobre o meu, siga meus perfis nas redes sociais e inclua este blog no seu leitor de feed favorito.


Nycka, the Nomad

Saturday, 8 May 2021

🇧🇷 A mudança de visual de Billie Eilish

Nesta semana, a cantora Billie Eilish compartilhou em seu perfil do Instagram fotos que fez para a Vogue britânica. Vi alguns comentários, tanto nas redes sociais da revista como em outros canais, criticando a garota por ter mudado tanto o visual e ter feito um ensaio com uma imagem bem sensual para a revista.

Billie tem 19 anos. Ao observar as fotos, lembrei de uma cliente que tive há alguns anos. Eu não conheço muito o trabalho de Billie Eilish, nunca vi uma única entrevista dela, e não vou julgar a autoimagem dela antes ou agora. Meu ponto é tratar dessa mudança analisando o impacto dela sobre fãs e sobre mulheres com corpo parecido.

Minha cliente era uma mulher jovem, casada e que usava roupas imensas por se achar gorda, quando na realidade ela tinha seios fartos, naturais. Usar roupas largas tende a fazer o corpo parecer maior. Então, para quem tem algum problema de autoimagem o resultado é agravar este problema. A cliente me fuzilou com o olhar quando falei que iríamos emagrecer o guarda-roupa dela. Mas foi exatamente o que fiz, sem impor. Minha única imposição foi: prove primeiro, reclame depois. Com trinta anos de experiência, as chances de eu errar nas sugestões que dou a clientes é pequena. Por isso, ao experimentar as roupas que eu sugeri a cliente percebia que ficaram bonitas e não reclamava. No decorrer do processo ela também passou a se sentir atraente.

Mas voltando à Billie Eilish, que problemas as pessoas que criticaram as fotos da Vogue têm para se sentirem incomodadas com a imagem sensual das fotos? Talvez essas pessoas não vejam sensualidade em si mesmas. Talvez se identificassem com a imagem anterior da cantora, com as raizes dos cabelos pintadas de verde e roupas imensas. Ou ambas as coisas.

Alguns consultores de imagem usam rótulos para definir estilos. Eu não gosto de rótulos porque, a meu ver, podemos num dia querer sair com maxi cardigãs e coturnos, escondendo o corpo, e em outro dia ou ocasião usar roupas que valorizem nossa aparência. Não somos um rótulo. Mas ainda assim, estilo de verdade requerer alguns pontos de coerência.

Mudanças marcantes de aparência podem refletir profundas mudanças interiores. Aparentemente este é exatamente o motivo de Billie Eilish ter deixado de lado o cabelo verde e feito um ensaio que chocou tanta gente. Ela mudou. E numa época em que se cultua celebridades que fizeram dezenas de cirurgias plásticas e procedimentos estéticos, é revolucionário buscar valorizar a própria beleza apenas com roupas, maquiagem, boas escolhas de corte e cor dos cabelos, boa alimentação e cuidados simples com o corpo e a saúde.

Não mudar é que é um sinal de que há algo muito errado com a pessoa. Quem busca evolução e desenvolvimento pessoal busca também mudar sua aparência sem recorrer a cirurgias estéticas. Busca reconhecer a própria beleza e aprimorá-la com atos de amor próprio como alimentar-se melhor, vestir-se melhor, etc. E dá trabalho chegar a isso. Mas é um trabalho recompensador.

Billie Eilish, ao mostrar ao mundo esse seu lado sensual - você reparou na tatuagem no quadril da cantora nas fotos? - também diz a outras mulheres de formas naturalmente voluptuosas que elas são atraentes e sensuais. Ela é jovem e sua imagem e seu estilo podem amadurecer e mudar muito ainda. Os fãs acomodados que lutem para acompanhá-la.


Nycka, the Nomad

© Todos os direitos reservados à autora do texto e administradora do blog, Vanessa Nunes. Proibida reprodução total ou parcial deste conteúdo ou de qualquer conteúdo deste blog sem expressa autorização da autora.

Sunday, 8 November 2020

🇧🇷 Uma nômade cultural no cinema

Cada lugar acompanha as tendências de moda em um ritmo. Eu não espero encontrar em uma cidade pequena pessoas audaciosas que usam roupas exclusivas de estilistas que criam coleções super autorais, embora eu fosse uma pessoa assim em minha cidade natal. E como existe essa diferença de ritmos e também as diferenças climáticas e culturais, nem sempre o que você veste onde você vive atualmente será interessante em seu próximo destino.

Então é uma vantagem que você tenha a mente aberta para permitir que seu estilo evolua independentemente das circunstâncias e do lugar onde for morar. Você pode escolher adaptar-se totalmente, e matar parte de sua individualidade, ou criar condições para que o estilo evolua.

Duas boas referências para isso são os filmes “O diabo veste Prada” e “A vingança está na moda”. Ambos inspirados em livros, mas aqui a referência visual do cinema é importante. A diferença de atitude das personagens também é crucial.

No caso do primeiro filme, a personagem Andrea foi forçada a mudar seu estilo (digo, sua total falta de estilo) para adaptar-se ao dress code da empresa onde encontrou um trabalho. No entanto, ela nunca aceitou aquele estilo. Ela era jeca e mal vestida, e não queria mudar ou aproveitar a oportunidade para melhorar em todos os sentidos. Se você viu o filme, sabe o que ela fez no fim que comprova essa resistência a melhorar ou falta de preparo para melhorar tanto de forma genuína.

O jeito de uma pessoa se vestir não define seu talento como profissional, mas negar uma oportunidade de evolução que inclui uma mudança de estilo para muito melhor diz muito sobre como a pessoa encara a vida. Nunca encontrei alguém que tenha visto o filme e achasse a aparência da Andrea no começo do filme inspiradora. Porque simplesmente não é.

O segundo filme a personagem Tilly evoluiu durante suas viagens pelo mundo, e o choque visual e cultural quando ela retorna à sua cidade natal foi grande. Aquele não era seu lugar, ainda que tivesse nascido na cidade. E como ela elevou seus padrões voluntariamente quando saiu de lá, não aceitou fingir ser tão limitada quanto os moradores locais ao retornar. E gerou reações bem controversas. O filme é ótimo e o livro também.

Na vida existem muitos outros perfis diferentes no que tange à administração do estilo pessoal ligado à evolução pessoal e profissional, mas o perfil da Tilly é o de uma nômade cultural que usa as oportunidades para evoluir por dentro e por fora sem medo de grandes saltos. Um belo exemplo de como estilo pessoal e estilo de vida se entrelaçam.


Nycka, the Nomad

Sunday, 1 November 2020

🇧🇷 Vantagens e desvantagens de viver no interior do Brasil

Vantagens e desvantagens de viver em cidades do interior do Brasil é o tema deste texto. Nunca morei em cidades de menos de trezentos mil habitantes. Conheci muitas menores viajando. Minha referência principal são as cidades de médio porte, mas as referências que tenho das cidades menores fazem parte deste texto também. No próximo texto falo das vantagens e desvantagens de viver na zona rural. Inclua o blog em seu leitor de feeds preferido ou siga por e-mail para não perder nada.


Vantagens de viver em cidades do interior do Brasil


    • De modo geral, quanto menor a cidade, menor o custo de vida. Existem exceções, como cidades pequenas de grande apelo turístico. 
    • A sensação de segurança tende a ser maior em cidades menores, embora a violência exista até mesmo em povoados (lugares habitados por algumas dezenas ou poucas centenas de pessoas na zona rural, com uma estrutura comercial e geralmente uma escola, e sem governo próprio. O prefeito responsável pelo povoado é aquele responsável pelo município do qual aquele povoado faz parte).
    • Existem manifestações culturais populares normalmente esquecidas ou desconhecidas em capitais, e algumas acontecem tão perto de nós que não tem como ignorar, como as festas juninas em Caruaru e Campina Grande ou a festa dos catopês em Montes Claros, que acontece no mês de agosto.
    • Se a cidade for próxima a uma capital e as estradas forem boas ou existirem vôos comerciais regulares e diretos é possível viajar com facilidade para desfrutar dos benefícios das capitais.


Desvantagens de viver no interior do Brasil


    • Se você veste algo muito diferente, muita gente fica encarando como se você fosse um ser de outro planeta.
    • Quanto menor a cidade, menos opções de lazer existem.
    • E também a variedade de universidades é menor que em capitais.
    • Quanto menor a cidade, maiores as chances de encontrar seus ex.
    • Fofocas. Uma vez saí à noite com meu irmão na cidade onde nasci e no dia seguinte de manhã alguém já tinha ido falar pra minha mãe que me viu na pizzaria com namoradinho. (Meu irmão morava com meu pai). E a cidade nem é pequena!!!
    • Pouquíssima variedade de restaurantes. Onde nasci tem basicamente restaurantes portugueses, pizzarias, churrascarias e restaurantes de buffet por quilo (algo que aparentemente só existe no Brasil ou talvez exista fora como iniciativa de brasileiros). Em Uberlândia tinham também restaurantes chineses e um japonês na época que morei lá. Nem toda capital tem muito mais que isso.
    • Talvez por causa das fofocas, a criatividade das pessoas e sua vontade de fazer algo diferente é inversamente proporcional ao tamanho da cidade. Quanto menor a cidade menos as pessoas colocam a criatividade em prática, em todos os aspectos da vida.

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Nycka, the Nomad

Saturday, 31 October 2020

🇧🇷 Vantagens e desvantagens de viver em capitais no Brasil

Hoje vou compartilhar um pouco da minha experiência em viver em diferentes lugares, apresentando pontos positivos e negativos de viver em capitais no Brasil. No próximo texto compartilharei as vantagens e desvantagens de viver no interior.


Vantagens de viver em capitais:

    • Maior variedade de atividades culturais.
    • Maior variedade de idiomas em escolas de idiomas (não em todas, mas, já morando em Curitiba, encontrei uma colega do curso de italiano em Uberlândia quando fui lá há exatos dez anos e ela disse que nunca conseguiu concluir o curso porque a escola não conseguia fechar turmas. Não tinha alunos o suficiente para níveis mais avançados do idioma! Além disso, nunca ouvi falar de um curso de holandês ou finlandês no interior, embora possivelmente algumas capitais também não tenham).
    • Shows internacionais. Raramente eles acontecem no interior.
    • Festivais de cinema que te fazem dar a volta ao mundo e sair do mundinho do cinema de Hollywood. Nada contra Hollywood, mas é bom variar e ver o mundo por outros ângulos.
    • Quanto maior a cidade, maior a tendência a respeitar pessoas LGBT+.
    • Em algumas capitais você pode comprar roupas de design autoral (e me refiro àquelas marcas cujas coleções não levam em consideração o que os bureaus de tendências dizem), usar até pra ir ao shopping e na maior parte das vezes não vai parar o comércio por usar esse tipo de roupa. Quase ninguém liga se você está usando cabelos verdes com bolinhas roxas ou um vestido que lembra as performances mais ousadas da Lady Gaga, ou se é um homem usando saia e com sombra preta nos olhos.
    • Maior variedade de provedores de internet e telefonia.
    • Mais opções de universidades (o que nem sempre significa mais qualidade. O curso de publicidade da UFPR em Curitiba já foi fechado anos atrás por estar formando gente de um nível muito baixo).


Desvantagens de viver em capitais:

    • Apesar de todas as vantagens acima, os nativos de capitais raramente usufruem da maioria delas. Já vi exibições gratuitas de filmes excelentes com menos de dez pessoas na plateia! O que prova que a apreciação por arte e certos aspectos da cultura é qualidade de poucos.
    • O custo de vida é mais alto. Mas não muito, comparando com cidades de médio porte mais relevantes. Quando mudei para Porto Alegre eu fiz um cálculo de quanto gastaria lá e o valor foi pouco acima do que eu gastaria em Uberlândia se pagasse aluguel. E no primeiro ano em Porto Alegre eu pedia comida de restaurante com frequência. Morava em quarto alugado e não num apartamento só pra mim, mas tinha esse benefício de bônus.
    • Como tem um monte de gente sem qualificação pra nada que muda pra capitais só por não achar emprego no interior ou talvez porque em capitais a quantidade de gente rica é maior, crimes e violência tendem a ser problemas mais frequentes em capitais. Já perdi as contas de quantos perfis fakes de restaurantes de luxo de São Paulo me mandaram mensagens sobre promoções que eram golpes pelo simples fato de eu seguir o perfil real do restaurante.
    • Nas capitais do sul muita gente de alto poder aquisitivo se veste tão mal que é difícil saber só de olhar quem tem berço e quem não tem. Eu gosto mais da ideia de que cada um sabe seu lugar na engrenagem do mundo e se veste de forma que reflita sua posição social e nível cultural. E esse é o modo como as coisas funcionam nas cidades menores onde morei. E embora em algumas capitais a oferta de roupas exclusivas exista, não é algo que eu veja ao ir ao shopping, a um restaurante ou a um museu.
    • A área geográfica de capitais tende a ser maior e assim podemos gastar mais tempo no deslocamento para o trabalho, shows, etc.

Observe bem esses pontos e leia o próximo texto (cadastre seu e-mail no 🔔 na barra lateral e siga meus perfis nas redes sociais que sempre compartilho nas principais o que publico aqui). Isso pode te ajudar a desconstruir ilusões sobre morar em capitais ou no interior. Se quiser, me pague um café no ko-fi em retribuição pelas dicas.



Nycka, the Nomad 

Friday, 2 October 2020

🇧🇷 Outubro Rosa

Outubro começa e todo mundo começa a falar do Outubro Rosa e da conscientização sobre o câncer de mama. Eu então resolvo retomar um tema que defendo há muito tempo, que está relacionada ao sofrimento que é, para muitas mulheres, perder os cabelos durante o tratamento de um câncer, e também para aquelas ainda mais invisíveis que têm alopecia. E esse ponto é a relação cruel que alguns canais de mídia fazem entre beleza, feminilidade e cabelos longos. Como se não houvesse oportunidade de ter uma vida plena em todos os sentidos para mulheres que têm cabelos curtos ou são carecas.

Eu perdi uma grande amiga para o câncer. Não por essa questão dos padrões de beleza, pois ela já tinha cabelos curtos antes e teve apoio de muita gente. Mas ainda assim acredito ser importante tirar esse peso dos ombros das mulheres. O peso de precisar ter cabelos longos para ter uma vida amorosa. O peso de precisar ter cabelos longos para se sentir bonita. E claro que apenas cada mulher pode tirar de seus próprios ombros este peso. Eu já tirei dos meus. E se isso servir de referência pra alguém, ótimo. Mas os outros também podem fazer sua parte reconfirmando que cada mulher é bonita mesmo careca.

Eu tenho 44 anos e uso cabelos curtos há cerca de vinte anos. Pra mim isso é fácil. Eu detestava meus cabelos longos porque eram pesados e era impossível fazer penteados. E naquela época eu morria de medo de descolorir pra mudar de cor, então eram sempre cabelos pretos (minha cor natural), lisos e sem graça. E minha vida amorosa era quase inexistente, assim como minha autoestima. Então, eu não tinha muito a perder, reconheço. Mas o bacana disso é que foi a partir dos cabelos curtos que a qualidade dos meus relacionamentos mudou para melhor. E a quantidade passou a corresponder à minha vontade. Eu me sinto mais bonita e passo menos calor com os cabelos bem curtos. E se acontece de danificar os fios com química, como aconteceu uma vez, eu simplesmente raspo e logo ele cresce de novo. Na única ocasião que fiz isso raspei na máquina zero e amei o resultado. Hoje ele está todo na máquina 1 (raspei há poucos dias) com a parte superior mais longa, com franja.

Desde os tempos do Orkut (2004) eu falo publicamente sobre isso. Admiro muito as mulheres que exibem suas carecas por aí. E também admiro as que assumem os cabelos curtos e variam corte, cor, estilo, sempre mantendo eles curtos (acima da linha da boca). Acho que todas deveriam experimentar raspar os cabelos umas três vezes na vida por vontade própria pra se acostumar com sua própria aparência e descobrir novas formas de valorizá-la, como usar brincos grandes (amo!) e maquiagem (sem os exageros propagados hoje em dia, por favor).

Autoconfiança é uma coisa que vem de dentro, mas de vez em quando a gente precisa duma forcinha de fora. E eu sugiro que toda pessoa de qualquer gênero que queiram apoiar verdadeiramente as mulheres neste mês postem fotos suas no Instagram com cabelos raspados e uma mensagem de encorajamento e usem a tag #baldforher. Vamos espalhar uma mensagem de que mulheres podem ser lindas sem depender de cabelos longos, de modo que aquelas que têm de enfrentar o câncer possam focar no tratamento, que é o mais importante. E as que estão carecas por outros motivos, como corte químico, alopecia, etc também sintam-se abraçadas. Aqui no blog já expliquei como raspar os cabelos em casa, mas você também pode ir a um bom barbeiro ou cabeleireiro para fazer isso. Alguns vão achar que você endoidou, mas explique a causa e siga firme na decisão. Quem seguir meu perfil no Instagram e fizer a foto usando a tag eu vou repostar a sua postagem.

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Nycka, the Nomad


Saturday, 29 August 2020

🇧🇷 Dicas para ir à praia no Brasil

É verão no hemisfério norte e aqui em Curitiba está fazendo calor hoje e nem parece que dias atrás chegou a nevar no sul do Brasil. Certamente em muitas partes do mundo o tempo também está convidativo para ir à praia ou piscina. Então vamos falar de como ir à praia ou à piscina no Brasil, e se você vive em outro país e quer comentar como funciona aí, seu comentário é bem vindo. Se você mora em outro país, o Brasil tem muitas praias espetaculares, que valem uma visita.

Vamos começar com a escolha dos trajes de banho.

Para homens, alguns usam bermudas de nylon, mas eu acho isso horroroso porque a gente pega sol e com essas bermudas a pessoa vai ficar com coxas brancas e pernas bronzeadas. E... ok, no dia a dia raramente vemos homens com shorts mais curtos, mas de qualquer forma alguém vai ver essa imagem pavorosa em algum momento. Nos poupem desse tipo de visão do inferno e usem sungas. Quanto menores as marcas de sol, melhor.

Boa parte das mulheres no Brasil, e eu me incluo entre elas, quer pegar sol sem deixar marcas visíveis do bronzeado. Existem mulheres que fazem muita questão de ter marcas de biquíni visíveis, mas geralmente são mulheres vulgares de classes sociais inferiores. Eu sugiro ter ao menos dois biquínis de modelos diferentes para alternar, de modo a não ficar marca forte de nenhum. Uma calcinha pequena e baixa e dois tops pequenos de alças finas ou sem alça também é uma boa opção. Entendo que, por exemplo, biquínis de alças finas ou sem alças são inapropriados para quem tem seios grandes, que precisam de sustentação. Espero que você também tenha alguma consciência do seu corpo e procure biquínis apropriados para ele.

Nos pés, chinelos. Também aqui é bom ter ao menos dois modelos diferentes, de preferência com tiras bem finas, para não ficar com marcas fortes nos pés. E não use maquiagem. 

Nunca tentei usar bloqueador solar, mas me parece uma boa opção para manter a pele com uma cor mais uniforme. Não sei o efeito dele em peles que pegam cor fácil, como a minha. Mas qualquer hora vou testar.

Nunca viajei para o litoral sozinha. Possivelmente se fosse eu iria procurar um hotel de frente para o mar ou com praia particular e deixaria todos os meus pertences no quarto, indo para a praia só com o biquíni e chinelo, sem nada que me atrapalhasse de entrar na água. 

Indo em grupo, uma bolsa com protetor solar, toalha, óculos, um chapéu e algum dinheiro ou cartão é uma boa ideia. Uma canga ou shorts para ir a um restaurante ou sair depois da praia também é muito útil. No Brasil é comum vermos vendedores ambulantes na praia oferecendo uma diversidade de produtos, e ter dinheiro à mão facilita para as compras por impulso de tais produtos. Existem também quiosques e restaurantes nas praias ou próximo a elas, nas cidades litorâneas melhor estruturadas para receber turistas, e uma boa estrutura de negócios que possam suprir as necessidades de um turista. Mesmo os trajes de banho você pode comprar nessas cidades, se desejar. Mas existem destinos litorâneos sem tais facilidades, então verifique antes de preparar as malas.

No caso dos clubes, muitos aceitam visitantes. É bom verificar se os clubes da cidade que pretende visitar aceitam visitantes e como ter acesso a eles. As dicas de como se vestir são as mesmas. Vale verificar a estrutura de cada clube, caso vá sozinho, para ver se tem armários com chave para você deixar suas coisas enquanto desfruta da estrutura local (piscinas, quadras esportivas, sauna, etc).

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Nycka, the Nomad


Friday, 21 August 2020

🇧🇷 Música e outras preferências

No Brasil, embora tenhamos alguns grandes compositores de música clássica e ópera como Chiquinha Gonzaga, Carlos Gomes e Heitor Villa Lobos, não existe uma tradição ligada à música clássica ou ao menos eu não fiz parte dela. Estudei balé, piano e flauta doce na infância, como vejo que é normal crianças de países desenvolvidos estudarem, mas nunca fui encorajada a isso. Na época eu morava em frente ao conservatório de música de Montes Claros e é possível que a curiosidade infantil me levou a insistir para fazer parte daquele universo, mas o piano, que eu realmente gostava e gosto, eu nunca tive um em casa para ensaiar e assim acabei desistindo do curso. Os outros foi por falta de interesse mesmo. Também estudei violão na adolescência e já contei em outro texto o motivo de ter parado.

Por muito tempo, minha referência musical foram os ritmos populares. Até eu conhecer o metal e me aproximar da música clássica. E ao ir morar em capitais, surgiram oportunidades de ter contato com a ópera e todo um universo que antes eu pouco conhecia.

Musicalmente ouço muito mais metal que qualquer outro tipo de música, mas num show é muito fácil me identificar. Lembro que no primeiro show do Nightwish que fui, um moço de Santa Catarina viajou para Porto Alegre e me achou na fila. Me conhecia do Orkut. No meio do mar de gente de preto, estava eu com uma camiseta azul cropped cortada na diagonal. 😊 E é raro eu adotar um visual de sair de preto da cabeça aos pés. Gosto de cor, especialmente em Curitiba onde o tempo é quase sempre cinza.

Como trabalhei com moda a vida toda, minhas referências de qualidade para roupas também não combinam com o perfil clássico dos fãs de metal. Já andei por algumas lojas que vendem para este público e fiquei horrorizada com a baixa qualidade. Costumo dizer que sou uma “metaleira rosa” por causa dessa minha frescura com roupas. Assim, não me encaixo em rótulos, mas até hoje tenho vivido bem assim, fazendo amizades com pessoas de perfis bem diferentes, com afinidades diferentes.

Hoje em dia ouço muita música clássica, jazz, e quase nada de pop. Ao selecionar filmes também busco analisar mais o roteiro, buscando filmes que agreguem valor à minha vida. Filmes de biografias me atraem tanto quanto livros com este tema. Gosto de exercícios físicos individuais, academia, caminhadas com o cachorro, andar de bicicleta. E vídeo game, pois posso passar horas jogando e ao mesmo tempo estar perto dos meus animais de estimação e desfrutando da companhia de pessoas queridas. Dançar também me agrada bastante.

Mesmo que você não compartilhe de todas as minhas preferências, se busca o aprimoramento contínuo, como eu, vai encontrar algo neste blog que tenha valor, pois minhas experiências estão relacionadas a essa busca incansável pelo crescimento interior. Mas se você se contenta com pouco, vai passar raiva.

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Nycka, the Nomad

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