O filme australiano “Vem dançar comigo”, de 1992, é interessante para observarmos a inovação e como o inovador enfrenta o senso comum para atingir seu objetivo. Para mim, é um recurso que acesso de tempos em tempos para me reconectar à minha essência - a inovação - e ganhar forças para seguir em frente em meio a tantas pessoas de visão limitada e conservadora. Como Scott e Fran têm um objetivo comum relacionado à inovação (criar novos passos de dança e usá-los numa competição importante) e encontram apoio um no outro, o filme é, em si, um suporte a todos os inovadores, e não apenas os que trabalham dentro da indústria artística. Não é um romance entre duas pessoas, mas um romance de cada um deles com seu propósito, e com o propósito de apoiar um ao outro. Um romance entre cada inovador e seu propósito.
O perfil inovador está em constante luta para vencer o tédio, para mudar o que já existe e criar algo novo e melhor, romper os laços com o comum e derrotar as próprias inseguranças quando cercado de gente conservadora demais, e, neste momento de pandemia global, como aconteceu em tantos outros momentos da história, os inovadores serão os criadores de uma nova realidade em todas as indústrias. Quem não apostar em inovação e em um modelo de negócio flexível será destruído.
O futuro sempre pertencerá aos inovadores, que têm coragem de enfrentar o status quo e apostar em algo diferenciado, e apostar em buscar, simultaneamente, a excelência. O custo da inovação é alto porque não é algo simples de ser feito. Aqueles profissionais excessivamente apegados a planilhas e números são um dos grandes inimigos da inovação dentro das empresas porque buscam provas que o verdadeiro inovador não pode oferecer, pois inovar é criar algo novo, não há garantias de sua aceitação. Tem uma frase famosa de Henry Ford em que ele diz que se ele fosse pesquisar o que o público queria, antes de criar o famoso Ford T, as pessoas responderiam que gostariam de cavalos mais velozes. Ninguém no mundo, naquele momento, além do próprio Ford, imaginava veículos que não fossem puxados por animais. Assim como as pessoas estavam tão acostumadas a dançar passos minuciosamente estudados na história do filme mencionado no início deste texto, que não tinham uma opinião sobre os passos criados por Scott nas cenas iniciais do filme. Quem está muito apegado ao status quo não vê valor na inovação. Leva tempo. Requer esforços maciços de marketing. Requer coragem e acreditar no poder da inovação. Mas, no mundo dos negócios, é melhor ter esta coragem que não tê-la, pois se você não tiver outro vai ter e vai te superar. Existem vários casos de grandes marcas que dominaram seu mercado por um tempo, mas por não ter uma cultura de inovação, foram superadas. Suas escolhas neste momento definirão seu futuro nos negócios.
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Nycka, the Nomad
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